Meu primeiro sintoma de stress é quando sinto aquela vontade de fugir, de estar em outro lugar longe de tudo e de todos. É normal do ser humano querer fugir da situação quando acontece algo que não estamos conseguindo lidar, quando sentimos que a situação está fugindo do nosso controle. Ao invés de solucionar, pronto, mais fácil, vamos viajar. Pra não ter que resolver, às vezes até se mudam de mala e cuia pra outro endereço.
Hoje em dia vejo muitos jovens (e quando falo isso já não me sinto mais tão jovem) não se demorando muito em relacionamentos e trabalho. Quando acham que aquilo não está mais lhe trazendo nenhum benefício, eles se desinteressam muito facilmente. No quesito relacionamentos, chega a ser decepcionante a forma como tratam o outro, como se ali na esquina já fossem achar outro sujeito mais interessante e que faça o que eles querem. No estudo, eles não tem paciência, querem ver resultados de imediato. Se fazem dieta, já querem emagrecer e atingir os objetivos logo no primeiro mês. No trabalho, logo já estão procurando outra coisa antes mesmo de se cansar do emprego.
Estamos sempre querendo mais. E não acho que isso seja ruim. O problema está quando aquilo que você tem ainda tem serventia pra você aprender e evoluir como pessoa. Mas só porque algum obstáculo apareceu, você nem tenta consertar. Logo substitui. Porque não renovar o que já se tem?
Fugir do que é difícil é muito fácil. Difícil mesmo é aguentar, esperar, analisar, tentar achar alguma solução que não seja abandonar. Covardia querer fugir antes que se surpreenda com o que pode acontecer no lugar que está.
Viajar às vezes é uma alternativa usada. Também não acho que seja errado. Faz bem uma viagem. Mas viaje não para fugir do problema. Viaje com a intenção de se conhecer melhor e de aproveitar a vida. Nunca para fugir de uma situação. Afinal, o sentimento viaja junto com a gente, onde quer que a gente esteja. Quando viajar, viaje em si mesmo primeiramente. Depois que o interior estiver todo descoberto, daí sim desbravar o exterior é uma ótima solução.
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quinta-feira, 21 de julho de 2016
Fuga
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quinta-feira, 14 de julho de 2016
Ciclo
Tentando entender a vida, desisti de viver.
Por isso, quanto mais vivo, menos entendo.
Quanto mais entendo, mais tempo gastei pensando do que vivendo.
Quando estou vivendo, me esqueço de pensar.
Quando penso, a vida perde a graça.
Quando me perco, acabo me encontrando.
Quando me encontro, a vida parece fazer mais sentido.
Quando sinto, acredito que realmente existo.
Quando acredito, as coisas fluem.
Quando fluem, me abro mais.
Quando me abro, voo longe.
Quando voo, algo me derruba.
Quando me derruba, me recolho.
Quando me recolho, a tristeza invade.
Quando me invado, a solidão transborda.
Quando transbordo, me acabo.
Quando acaba, me recomponho.
Quando se recompõe, a fé renasce.
Quando renasço, me recomeço.
Quando recomeça, me re-ciclo.
Por isso, quanto mais vivo, menos entendo.
Quanto mais entendo, mais tempo gastei pensando do que vivendo.
Quando estou vivendo, me esqueço de pensar.
Quando penso, a vida perde a graça.
Quando me perco, acabo me encontrando.
Quando me encontro, a vida parece fazer mais sentido.
Quando sinto, acredito que realmente existo.
Quando acredito, as coisas fluem.
Quando fluem, me abro mais.
Quando me abro, voo longe.
Quando voo, algo me derruba.
Quando me derruba, me recolho.
Quando me recolho, a tristeza invade.
Quando me invado, a solidão transborda.
Quando transbordo, me acabo.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Teoria das Reticências
Muita gente próxima a mim sempre vive me dizendo: lá vem a Lívia e suas teorias... Pois bem, resolvi expor uma delas aqui para todos... Hoje escolhi a teoria das reticências... Tudo começou quando minha mãe e uma amiga minha estavam aqui em casa lendo um texto escrito por mim há muito tempo e falaram que eu colocava muitas reticências até onde não necessitava... Nunca tinha percebido essa minha tendência às reticências... Você já percebeu algo estranho nesse primeiro trecho...? Vou ver até onde eu aguento com elas...
Depois que elas mencionaram essa minha mania, minha amiga disse: é porque tu sempre deixa reticências nas tuas relações também... tu nunca terminou uma relação por inteiro, sempre deixou algo no ar... E minha mãe, pra completar, concordou... Eu comecei a me observar... Realmente tinha algo de verdade naquilo que elas disseram... Hoje em dia já não me sinto com essa característica tão forte assim... Mas ainda continuo deixando muitas coisas no ar... Prefiro sempre deixar na dúvida, do que dar total certeza da minha intenção pra outra pessoa...
Sempre deixei inacabadas relações que não tiveram duração longa... Namoros eu sempre acabei 100%. Nenhum dos meus ex eu mantenho uma relação que fique algo no ar, sempre tudo muito às claras, sem deixas. Mas em compensação outros romances sempre ficaram em abertos... nunca um ponto final. Sempre vírgulas, "e se..." ou reticências...
Afinal, o mistério é o que faz a relação (qualquer relação) durar mais... Se eu mostrar tudo de uma vez só, que graça teria? É preciso sempre surprender o outro... e surpresa nada mais é do que ter sempre algo novo a ser mostrado... E quando achar que já mostrou tudo, saber reinventar o que já é conhecido... Haja criatividade nos relacionamentos...
Hoje em dia, até uso as reticências, porém me mantenho no mesmo texto, cultivando as palavras inesgotavelmente neste mesmo assunto, admirando as vírgulas, adiando um ponto final. Deste meu texto atual, aceito dois pontos, exclamo as alegrias, interrogo os obstáculos, volte e meia dou uns travessões, mas luto todos os dias para que o texto nunca acabe, só se reescreva.
Depois que elas mencionaram essa minha mania, minha amiga disse: é porque tu sempre deixa reticências nas tuas relações também... tu nunca terminou uma relação por inteiro, sempre deixou algo no ar... E minha mãe, pra completar, concordou... Eu comecei a me observar... Realmente tinha algo de verdade naquilo que elas disseram... Hoje em dia já não me sinto com essa característica tão forte assim... Mas ainda continuo deixando muitas coisas no ar... Prefiro sempre deixar na dúvida, do que dar total certeza da minha intenção pra outra pessoa...
Sempre deixei inacabadas relações que não tiveram duração longa... Namoros eu sempre acabei 100%. Nenhum dos meus ex eu mantenho uma relação que fique algo no ar, sempre tudo muito às claras, sem deixas. Mas em compensação outros romances sempre ficaram em abertos... nunca um ponto final. Sempre vírgulas, "e se..." ou reticências...
Afinal, o mistério é o que faz a relação (qualquer relação) durar mais... Se eu mostrar tudo de uma vez só, que graça teria? É preciso sempre surprender o outro... e surpresa nada mais é do que ter sempre algo novo a ser mostrado... E quando achar que já mostrou tudo, saber reinventar o que já é conhecido... Haja criatividade nos relacionamentos...
Hoje em dia, até uso as reticências, porém me mantenho no mesmo texto, cultivando as palavras inesgotavelmente neste mesmo assunto, admirando as vírgulas, adiando um ponto final. Deste meu texto atual, aceito dois pontos, exclamo as alegrias, interrogo os obstáculos, volte e meia dou uns travessões, mas luto todos os dias para que o texto nunca acabe, só se reescreva.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
2016
Ano de organização, de pôr o corpo e a mente em ordem. Os dois últimos anos pra mim foram de muito amadurecimento. Quem esteve próximo de mim sabe o quanto me dediquei a ser uma pessoa melhor e a acreditar que uma mudança repentina pudesse me levar a ser essa pessoa que eu sempre quis ser.
A cada dia que passa vejo que o que falta ainda é a organização. E isso inclui não só arrumar a casa, reformas, quanto a reformas por dentro também. Estou desde outubro consultando com nutricionista, indo no pilates e academia (sem faltas e desculpas), além de correr quando dá uma brechinha na rotina do meu dia a dia. Agora a mente, essa é cruel. Quem sofre de ansiedade ou já sofreu depressão sabe o quanto é difícil a gente controlar essa geringonça chamada mente humana. Mas sempre fui de me desafiar e de querer me conhecer mais e mais. Talvez por isso esse seja um ano de rompimento com várias barreiras que me fizeram bloquear ao longo dos anos. Algumas já conquistadas, outras ainda por enfrentar.
O que nos torna melhores é a nossa capacidade de transformação interior. Nada nem ninguém pode nos mudar até que nós mesmos estejamos conscientes de que a mudança está dentro de nós. Essa é uma luta diária e solitária. Ninguém pode nos ajudar. Pode alertar, mas fazer pela gente não. Este ano me propus a isso. E nesse início de ano já sinto que algumas coisas estão mudando só com esse pensamento mais positivo e mais controlado.
Saber dosar qual sentimento devemos alimentar. É como se cada sentimento tivesse um animalzinho dentro da nossa cabeça. Ainda não assiste ao filme "Divertidamente", mas segundo meus alunos mais pequenos ele retrata exatamente esta ideia que eu já tinha tido sobre nossos sentimentos e como pensamos a respeito deles. Devemos saber dar a quantidade certa de alimento para cada sentimento. O medo pode existir sim, mas não deve ser alimento mais do que a coragem de enfrentá-lo. A raiva pode existir sim, porque ela nos move, nos faz reagir, mas não deve ganhar mais "bóia" do que a paciência de resolver uma situação.
Quando nos conhecemos mais a fundo é mais fácil controlar o corpo e a mente. Tudo que é desconhecido nos gera insegurança e nos faz perder o controle. Por isso acredito que há um triângulo essencial no ser humano: conhecimento, controle e segurança. E isso serve pra tudo, pra relacionamentos, para nós mesmos, para o canto que é a minha profissão. Seguido converso com meus alunos e lhes digo: enquanto vocês não se conhecerem, não perceberem o que está acontecendo no corpo de vocês enquanto cantam, não vão ter o controle da sua voz. Quando conhecerem, vão conseguir controlar e automaticamente a segurança de cantar naturalmente vem.
Na vida, no trabalho, a mesma coisa. Só a partir do momento que você sabe quem é, você consegue controlar melhor suas emoções, seus pensamentos e se sentirá seguro para lidar com qualquer problema que aparecer. Então "bora" trabalhar em si mesmo neste 2016! Desejo muita transformação a todos que me acompanham aqui no blog.
PS: O blog também faz parte dessa minha organização para 2016. Prometo a mim mesma que não vou deixar de escrever, porque isso me faz um bem enorme.
A cada dia que passa vejo que o que falta ainda é a organização. E isso inclui não só arrumar a casa, reformas, quanto a reformas por dentro também. Estou desde outubro consultando com nutricionista, indo no pilates e academia (sem faltas e desculpas), além de correr quando dá uma brechinha na rotina do meu dia a dia. Agora a mente, essa é cruel. Quem sofre de ansiedade ou já sofreu depressão sabe o quanto é difícil a gente controlar essa geringonça chamada mente humana. Mas sempre fui de me desafiar e de querer me conhecer mais e mais. Talvez por isso esse seja um ano de rompimento com várias barreiras que me fizeram bloquear ao longo dos anos. Algumas já conquistadas, outras ainda por enfrentar.
O que nos torna melhores é a nossa capacidade de transformação interior. Nada nem ninguém pode nos mudar até que nós mesmos estejamos conscientes de que a mudança está dentro de nós. Essa é uma luta diária e solitária. Ninguém pode nos ajudar. Pode alertar, mas fazer pela gente não. Este ano me propus a isso. E nesse início de ano já sinto que algumas coisas estão mudando só com esse pensamento mais positivo e mais controlado.
Saber dosar qual sentimento devemos alimentar. É como se cada sentimento tivesse um animalzinho dentro da nossa cabeça. Ainda não assiste ao filme "Divertidamente", mas segundo meus alunos mais pequenos ele retrata exatamente esta ideia que eu já tinha tido sobre nossos sentimentos e como pensamos a respeito deles. Devemos saber dar a quantidade certa de alimento para cada sentimento. O medo pode existir sim, mas não deve ser alimento mais do que a coragem de enfrentá-lo. A raiva pode existir sim, porque ela nos move, nos faz reagir, mas não deve ganhar mais "bóia" do que a paciência de resolver uma situação.
Quando nos conhecemos mais a fundo é mais fácil controlar o corpo e a mente. Tudo que é desconhecido nos gera insegurança e nos faz perder o controle. Por isso acredito que há um triângulo essencial no ser humano: conhecimento, controle e segurança. E isso serve pra tudo, pra relacionamentos, para nós mesmos, para o canto que é a minha profissão. Seguido converso com meus alunos e lhes digo: enquanto vocês não se conhecerem, não perceberem o que está acontecendo no corpo de vocês enquanto cantam, não vão ter o controle da sua voz. Quando conhecerem, vão conseguir controlar e automaticamente a segurança de cantar naturalmente vem.
Na vida, no trabalho, a mesma coisa. Só a partir do momento que você sabe quem é, você consegue controlar melhor suas emoções, seus pensamentos e se sentirá seguro para lidar com qualquer problema que aparecer. Então "bora" trabalhar em si mesmo neste 2016! Desejo muita transformação a todos que me acompanham aqui no blog.
PS: O blog também faz parte dessa minha organização para 2016. Prometo a mim mesma que não vou deixar de escrever, porque isso me faz um bem enorme.
terça-feira, 17 de março de 2015
A utilidade de ser inútil por um dia!
O que fazer num dia de folga? Eis aí uma coisa que eu tive que aprender a fazer. Depois de passar anos trabalhando direto, quando eu tinha uma folga era difícil me contentar em ficar sem fazer absolutamente nada. Me sentia meio inútil, com aquela sensação de "mas eu podia estar fazendo outra coisa nesse tempo ocioso". Que nada! Deveria de estar fazendo é nada mesmo.
Quando se trabalha com o que era hobby, se confunde muito hora de folga com hora de trabalho. Demorei muito tempo pra perceber isso, mas como vivo da arte, percebi que ela não poderia viver de mim. Quando a minha paixão virou profissão, tive que impôr limites e organizar meus horários para que quando tivesse folga, fosse realmente uma folga de tudo, para desocupar a mente e descansar o corpo.
Demorou, mas finalmente aprendi. Aprendi a ocupar a folga com outras coisas. Visitar amigos foi uma delas. Rever antigos colegas de trabalho. Trocar experiências, saber o que fizeram de suas vidas depois que perdemos o contato, nos ajuda a entender e refletir um pouco mais sobre o caminho que trilhamos depois dessa separação. Nos conhecemos melhor a nós mesmos ao reconhecer o outro.
Hoje tirei o dia pra reencontrar pessoas que fizeram parte da minha vida. Visitei uma amiga que teve filho, conversei com uma amiga que pensa em ficar grávida, outra que está pensando em se separar. Depois dei um pulo na universidade pra jantar com o namorado, e aproveitei pra rever ex-professores e ex-colegas de trabalho. O dia foi tão produtivo quanto se fosse trabalhado. Me senti útil mesmo não trabalhando.
Porque nos sentimos útil só quando recebemos algo em troca? Ajudar um amigo faz muito mais diferença do que trabalhar um dia inteiro pra se sentir fazendo alguma coisa. Não digo que precisa-se tirar um dia inteiro pra fazer nada, mas ter pequenos espaços dentro de nossos dias para fazermos "nada" faz com que aprendemos muito mais do que se estivéssemos estudando a finco para ser alguém.
Algumas pessoas me perguntaram hoje "porque não terminou a segunda graduação? faltou tão pouco!". Eu me pergunto "que diferença faria?". O que eu aprendi na faculdade me ajudou e me ajuda muito, mas quando vi que aquilo não me acrescentava mais, não adiantaria ir até o final. Não desisti por falta de persistência. Desisti por opção, por uma escolha que fiz pra minha vida, e sabia de todas as consequências que aquela decisão me traria.
Hoje ao rever pessoas do passado, revi os meus últimos anos em minutos ali conversando. Percebi que a vida vai nos levando por caminhos que a gente mesmo escolheu sem saber. As circunstâncias nos levam a fazer coisas que nunca imaginamos. Mas quando olhamos pra trás percebemos que no fundo é exatamente o que queríamos. Nem sempre o que buscamos é o melhor. Mas a vida se encarrega de nos mostrar que tudo o que vivemos de alguma forma a gente buscou, atraiu para a nossa vida. Afinal de que serve o livre arbítrio se não nos mostrar que somos feitos das escolhas que fizemos, mas de consequências que nem sempre é o que esperávamos. A gente escolhe o caminho, mas o que virá depois não podemos controlar.
Quando se trabalha com o que era hobby, se confunde muito hora de folga com hora de trabalho. Demorei muito tempo pra perceber isso, mas como vivo da arte, percebi que ela não poderia viver de mim. Quando a minha paixão virou profissão, tive que impôr limites e organizar meus horários para que quando tivesse folga, fosse realmente uma folga de tudo, para desocupar a mente e descansar o corpo.
Demorou, mas finalmente aprendi. Aprendi a ocupar a folga com outras coisas. Visitar amigos foi uma delas. Rever antigos colegas de trabalho. Trocar experiências, saber o que fizeram de suas vidas depois que perdemos o contato, nos ajuda a entender e refletir um pouco mais sobre o caminho que trilhamos depois dessa separação. Nos conhecemos melhor a nós mesmos ao reconhecer o outro.
Hoje tirei o dia pra reencontrar pessoas que fizeram parte da minha vida. Visitei uma amiga que teve filho, conversei com uma amiga que pensa em ficar grávida, outra que está pensando em se separar. Depois dei um pulo na universidade pra jantar com o namorado, e aproveitei pra rever ex-professores e ex-colegas de trabalho. O dia foi tão produtivo quanto se fosse trabalhado. Me senti útil mesmo não trabalhando.
Porque nos sentimos útil só quando recebemos algo em troca? Ajudar um amigo faz muito mais diferença do que trabalhar um dia inteiro pra se sentir fazendo alguma coisa. Não digo que precisa-se tirar um dia inteiro pra fazer nada, mas ter pequenos espaços dentro de nossos dias para fazermos "nada" faz com que aprendemos muito mais do que se estivéssemos estudando a finco para ser alguém.
Algumas pessoas me perguntaram hoje "porque não terminou a segunda graduação? faltou tão pouco!". Eu me pergunto "que diferença faria?". O que eu aprendi na faculdade me ajudou e me ajuda muito, mas quando vi que aquilo não me acrescentava mais, não adiantaria ir até o final. Não desisti por falta de persistência. Desisti por opção, por uma escolha que fiz pra minha vida, e sabia de todas as consequências que aquela decisão me traria.
Hoje ao rever pessoas do passado, revi os meus últimos anos em minutos ali conversando. Percebi que a vida vai nos levando por caminhos que a gente mesmo escolheu sem saber. As circunstâncias nos levam a fazer coisas que nunca imaginamos. Mas quando olhamos pra trás percebemos que no fundo é exatamente o que queríamos. Nem sempre o que buscamos é o melhor. Mas a vida se encarrega de nos mostrar que tudo o que vivemos de alguma forma a gente buscou, atraiu para a nossa vida. Afinal de que serve o livre arbítrio se não nos mostrar que somos feitos das escolhas que fizemos, mas de consequências que nem sempre é o que esperávamos. A gente escolhe o caminho, mas o que virá depois não podemos controlar.
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sábado, 3 de janeiro de 2015
Complete-se!
Vivemos esperando aquele alguém perfeito, do jeito que a gente sempre sonhou. Mas não conseguimos enxergar certas vezes aquele alguém que é perfeito para o que a gente precisa. Ninguém cruza nosso caminho por acaso, nisso eu acredito. Para cada momento, há pessoas que a gente precisa conviver, mesmo às vezes não gostando muito, não aprovando certas atitudes do outro. Mas precisamos passar por aquela experiência, com alguém daquela personalidade para aprendermos com nós mesmos. Às vezes não nos encaixamos porque somos muito iguais, outras por sermos muito diferentes. Mas a verdade é que cada um tem aquilo que precisa para ser alguém melhor.
Tenho muitas amigas que vivem escolhendo rapazes e estão sempre sozinhas. Não que tenha que sair namorando qualquer um. Mas são exigentes demais. Nada é bom o bastante. Enxergam mais os defeitos do rapaz do que o que ele realmente tem de bom. Enxergam mais a aparência, do que o que há por dentro. Mais a beleza do que o próprio caráter. Não digo que vão morrer sozinhas. Mas enquanto verem o futuro só através de uma outra pessoa em suas vidas, não evoluirão.
Precisamos ser alguém melhor pra conquistar alguém melhor. Se quer alguém perfeito, primeiro seja perfeito para si mesmo. Procure evoluir, procure melhorar como pessoa. Não pelas outras pessoas, não apenas para conviver melhor, mas por você mesmo. Quando se muda não é pra agradar aos outros, mas a si próprio. A gente se sente melhor quando consegue fazer as outras pessoas ao nosso redor melhores também.
Eu diria que essas pessoas que só procuram, não se acham, não se encontraram. Por isso procuram o que falta, porque não se sentem completas. Mas o que falta na gente não virá apenas de uma outra pessoa, mas sim da experiência que você tiver com as outras pessoas a sua volta. É tudo compartilhado. Você se alimenta daquilo que você transmite. Por isso para 2015 eu desejo que você se ache. Não procure fora! Se encontre dentro! Se complete por dentro para depois encontrar algo que o agregue lá fora. É o que eu desejo pra mim, é o que eu desejo pra todo mundo. Feliz ano novo!
Tenho muitas amigas que vivem escolhendo rapazes e estão sempre sozinhas. Não que tenha que sair namorando qualquer um. Mas são exigentes demais. Nada é bom o bastante. Enxergam mais os defeitos do rapaz do que o que ele realmente tem de bom. Enxergam mais a aparência, do que o que há por dentro. Mais a beleza do que o próprio caráter. Não digo que vão morrer sozinhas. Mas enquanto verem o futuro só através de uma outra pessoa em suas vidas, não evoluirão.
Precisamos ser alguém melhor pra conquistar alguém melhor. Se quer alguém perfeito, primeiro seja perfeito para si mesmo. Procure evoluir, procure melhorar como pessoa. Não pelas outras pessoas, não apenas para conviver melhor, mas por você mesmo. Quando se muda não é pra agradar aos outros, mas a si próprio. A gente se sente melhor quando consegue fazer as outras pessoas ao nosso redor melhores também.
Eu diria que essas pessoas que só procuram, não se acham, não se encontraram. Por isso procuram o que falta, porque não se sentem completas. Mas o que falta na gente não virá apenas de uma outra pessoa, mas sim da experiência que você tiver com as outras pessoas a sua volta. É tudo compartilhado. Você se alimenta daquilo que você transmite. Por isso para 2015 eu desejo que você se ache. Não procure fora! Se encontre dentro! Se complete por dentro para depois encontrar algo que o agregue lá fora. É o que eu desejo pra mim, é o que eu desejo pra todo mundo. Feliz ano novo!
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sábado, 11 de maio de 2013
Descobrindo-se
Hoje resolvi me descobrir!
Cavocar uma Lívia que nem eu mesma conheço. Descobrir-se dessa máscara que a gente põe todos os dias pra esconder do mundo, e da gente mesmo, aquilo que no fundo nos faz ser quem somos. Descobrir-se de todos os rancores, de todas as angústias, de todas as ilusões, de tudo que não me acrescenta.
Uma semana foi o prazo que me dei. Uma semana para me entender, para cuidar de mim, para fazer algo por mim mesma. Para encontrar a felicidade dentro de mim, sem depender de nada nem ninguém. Apenas ser e estar feliz por saber quem eu sou.
Entender minhas limitações, minhas fraquezas, encarar-me no espelho e ser alguém melhor pra mim mesma. Descobrir lá dentro o que quero transmitir aqui fora. Trazer no olhar o que eu quero que volte pra mim como se existisse um espelho ao meu redor refletindo minhas atitudes e meus pensamentos.
Não quero responder minhas perguntas. Não espero que se acabem minhas dúvidas. Apenas quero estar preparada pra enfrentá-las como a Lívia que eu sempre quis ser.
É difícil se olhar no espelho e descobrir-se. Ver por trás desse corpo o que realmente constitui o meu ser. Difícil encarar meus medos sozinha. Mas é tão bom se permitir ficar sozinho e ouvir o seu coração, se conhecer a fundo e se amar. Não é egoísmo, é simplesmente entender que se você estiver em paz consigo mesmo o resto acontece, flui, e as coisas se resolvem bem mais fáceis. Os problemas não vão acabar. Mas você vai saber lidar com eles quando aparecerem.
"Não há lugar pada onde correr: as mudanças, quando precisam acontecer, sabem como nos encontrar" (Ana Jácomo). Exatamente assim. Não adianta fugir do problema. É preciso permanecer ali, enfrentá-lo e descobrir-se muito mais forte do que se imagina para superá-lo. Se a gente não encarar o problema de frente, empurrar com a barriga, deixar pra depois, não vai adiantar. Alguma coisa lá na frente vai acontecer e trazer à tona o mesmo problema. E quando menos esperar vai se encontrar novamente diante da mesma dúvida: E agora? Quer saber? Assuma o controle de si mesmo e resolva! Descubra-se!
"Não há lugar pada onde correr: as mudanças, quando precisam acontecer, sabem como nos encontrar" (Ana Jácomo). Exatamente assim. Não adianta fugir do problema. É preciso permanecer ali, enfrentá-lo e descobrir-se muito mais forte do que se imagina para superá-lo. Se a gente não encarar o problema de frente, empurrar com a barriga, deixar pra depois, não vai adiantar. Alguma coisa lá na frente vai acontecer e trazer à tona o mesmo problema. E quando menos esperar vai se encontrar novamente diante da mesma dúvida: E agora? Quer saber? Assuma o controle de si mesmo e resolva! Descubra-se!
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013
2012 - Retrospectiva
Tá valendo minha retrospectiva ainda???
Bom, se não tá, lá vai do mesmo... hehehe
2012 = Ano de mudanças significativas na minha vida.... um ano em que eu acreditei em mim e fui atrás do que eu achava que era o mais certo sem me preocupar como seria ali logo depois. Acreditei no que meu coração estava dizendo e fui lá e fiz! Desde que me entreguei a viver com a música todos os dias da minha vida vejo o quanto um trabalho feito com amor e com dedicação, fazendo o que a gente gosta, dá retorno dia após dia. A dança que voltou a fazer parte dos meus dias também me mostrou um outro lado meu que também transborda de amor à arte! Amor a tudo que eu faço!
Ontem vesti rosa e branco. Ninguém me perguntou o porquê. Mas eu me vesti em homenagem ao amor. O amor à vida. A tudo aquilo que eu acredito!
Desejo que 2013 seja tão especial quanto foram esses últimos anos da minha vida, onde eu vi cada sonho meu se realizando aos poucos, um a um, e outros foram se colocando no lugar, exigindo que eu tivesse fé e fosse atrás do que ainda quero, do que ainda desejo para o meu caminho.
Espero que todos que estiveram comigo nesse ano de 2012 renovem suas energias e comecem um novo ano, uma nova maneira de ver a vida, uma nova página a ser escrita! Que esse espírito de recomeçar e recomeçar nunca se esgote. Que todos os seus projetos se realizem e que sigam sempre em frente valorizando o que já foi conquistado mas com os olhos sempre voltados ao que virá, com o coração aberto pra tudo que receberem!!!!
Transmitam tudo aquilo que desejarem receber! Seja no olhar, num sorriso, num abraço, em tudo aquilo que fizerem. Façam com amor e por amor!
Bjos no coração de cada amigo que fez parte desse ano, que esteve mais próximo, e aos que não importa quantos anos passem, estão sempre aqui comigo!!!
FELIZ ANO NOVO AMIGOS!!!!!!!!!!!!
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domingo, 26 de agosto de 2012
Um novo ciclo se inicia!
Mais um ciclo se fecha, outro se inicia! Esta semana será de despedidas, de nostalgia, de planejamentos, de um adeus e de um novo recomeço.
Há dois anos atrás eu estava entrando na Evidências como professora. Era um novo desafio, que eu abracei de coração aberto, e dediquei boa parte do meu tempo ao ato de ensinar. Foram apenas dois anos, mas muitos alunos passaram por mim, alguns ficaram desde o primeiro dia até hoje, outros fizeram um tempo e seguiram seu caminho.
Agora eu também seguirei o meu, recomeçando com muita coragem e com a certeza de que cumpri bem o meu papel. Sigo em paz, de alma limpa, pronta pra uma nova etapa na qual eu precisarei de muita força e ânimo pra caminhar com minhas próprias pernas.
Me divido entre a tristeza de deixar o convívio com pessoas queridas que estiveram ao meu lado nesses dois anos, e com a alegria de poder começar do zero mesmo com aquele receio normal que a gente sente em qualquer momento que desconhecemos o que será do futuro ali adiante.
Compartilho essa notícia com meus amigos, principalmente aqueles que me deram muito apoio quando tomei a decisão de sair do meu atual emprego. São esses amigos que confiam no meu trabalho e em mim como pessoa que devo minha eterna gratidão e carinho!!
Há quase dois anos atrás, quando saí da Unisc TV, senti a mesma coisa. Uma sensação de estar perdendo o lugar, de saber que todos somos substituíveis e um receio de não saber se estava fazendo a coisa certa. E de qualquer maneira, naquela época, deu certo. Foquei minha vida na música, depois veio a dança e vi as coisas fluírem mais quando decidi dedicar minha vida à arte que é o que realmente movia meu coração.
Se voltarei pra comunicação, se continuarei dando aula, se ficarei só tocando, não sei. Pela primeira vez, estou me permitindo estar aberta para o que a vida me reserva. E ela sempre me mostrou que não adiantava o quanto eu planejasse, ela sempre me levava para um outro caminho que eu nem imaginava percorrer.
As águas correm numa direção e não adianta a gente ir contra a maré. O importante é saber levar tudo de bom que cada momento da nossa vida nos proporciona.
Levo essa experiência no meu coração. E abro hoje um novo ciclo em minha vida.
Que os bons ventos da primavera tragam o que a vida me reserva. ;)
Há dois anos atrás eu estava entrando na Evidências como professora. Era um novo desafio, que eu abracei de coração aberto, e dediquei boa parte do meu tempo ao ato de ensinar. Foram apenas dois anos, mas muitos alunos passaram por mim, alguns ficaram desde o primeiro dia até hoje, outros fizeram um tempo e seguiram seu caminho.
Agora eu também seguirei o meu, recomeçando com muita coragem e com a certeza de que cumpri bem o meu papel. Sigo em paz, de alma limpa, pronta pra uma nova etapa na qual eu precisarei de muita força e ânimo pra caminhar com minhas próprias pernas.
Me divido entre a tristeza de deixar o convívio com pessoas queridas que estiveram ao meu lado nesses dois anos, e com a alegria de poder começar do zero mesmo com aquele receio normal que a gente sente em qualquer momento que desconhecemos o que será do futuro ali adiante.
Compartilho essa notícia com meus amigos, principalmente aqueles que me deram muito apoio quando tomei a decisão de sair do meu atual emprego. São esses amigos que confiam no meu trabalho e em mim como pessoa que devo minha eterna gratidão e carinho!!
Há quase dois anos atrás, quando saí da Unisc TV, senti a mesma coisa. Uma sensação de estar perdendo o lugar, de saber que todos somos substituíveis e um receio de não saber se estava fazendo a coisa certa. E de qualquer maneira, naquela época, deu certo. Foquei minha vida na música, depois veio a dança e vi as coisas fluírem mais quando decidi dedicar minha vida à arte que é o que realmente movia meu coração.
Se voltarei pra comunicação, se continuarei dando aula, se ficarei só tocando, não sei. Pela primeira vez, estou me permitindo estar aberta para o que a vida me reserva. E ela sempre me mostrou que não adiantava o quanto eu planejasse, ela sempre me levava para um outro caminho que eu nem imaginava percorrer.
As águas correm numa direção e não adianta a gente ir contra a maré. O importante é saber levar tudo de bom que cada momento da nossa vida nos proporciona.
Levo essa experiência no meu coração. E abro hoje um novo ciclo em minha vida.
Que os bons ventos da primavera tragam o que a vida me reserva. ;)
segunda-feira, 7 de maio de 2012
A escolha é sua
Problemas de personalidade são como um resfriado: se você não cura direito, ele sempre volta. Às vezes só muda de lugar.
Eu sempre disse que haviam pessoas que conseguiam tirar o que há de melhor em nós e outras que tinham o poder de fazer a gente revelar nossos piores defeitos e pontos fracos. Hoje, pensando bem, vejo que na verdade, independente da pessoa, vai acontecer as duas coisas. Porque uma hora ou outra vai aparecer alguma característica, seja boa ou ruim, num relacionamento - seja ele qual for.
Na verdade, a gente não muda. A gente apenas faz adormecer certos comportamentos que no decorrer da vida voltam a aparecer caso você não tenha tratado ele como deveria. Quando a gente acha que se libertou de certos movimentos, vem a vida e te coloca numa situação onde você tem que enfrentar sua personalidade e colocá-la a prova de uma mudança definitiva ou não.
Porque a gente sempre tem duas opções. A gente sempre pode escolher um caminho. Basta saber se está disposto a mudar realmente. E não por alguém. Tem que ser por você mesmo. Por acreditar que mudando aquele ponto você vai se tornar uma pessoa melhor pra você. O resto a gente acaba conquistando.
Se a gente estiver de bem consigo mesmo, tudo ao nosso redor conspira a nosso favor. As pessoas, as circunstãncias. Tudo. É incrível como tudo flui quando a gente acorda de bom humor, de bem com a vida, de bem com a gente.
Às vezes a gente pode achar que as pessoas é que são culpadas por a gente se irritar com algo. Mas o problema está em nós. A outra pessoa só dá um empurrãozinho, só faz com que reacenda o que já estava ali.
Porque só depende de você mesmo mudar. De você reagir. Ninguém muda ninguém, ninguém consegue entrar no seu pensamento e fazer você ficar mal. Só você tem a capacidade de fazer isso. Se você estiver mal e aberto ao que os outros te fazem, tudo parecerá errado. Se você estiver bem, não importa quem tente interferir na sua vida, não irá conseguir.
A dimensão de um problema ou de uma pessoa é a gente quem faz. Se você disser que esse problema é passageiro e que consegue encará-lo, vai passar. Vai conseguir. Se tiver que conviver algumas horas com alguém que você não gosta e acabar ficando de mau humor o resto do dia por esse motivo, só vai irritar você. A outra pessoa não vai mudar por sua causa e talvez nem vai se deixar influenciar pelo seu comportamento. E o resto do mundo não tem culpa e nem tem obrigação de te aguentar.
Então, acorde, se olhe no espelho e sorria. Porque você sempre tem duas opções. Ou acorda de bem com o que está vendo e sentindo, ou deixa pra amanhã.... mas um dia você vai ter que resolver.
Eu sempre disse que haviam pessoas que conseguiam tirar o que há de melhor em nós e outras que tinham o poder de fazer a gente revelar nossos piores defeitos e pontos fracos. Hoje, pensando bem, vejo que na verdade, independente da pessoa, vai acontecer as duas coisas. Porque uma hora ou outra vai aparecer alguma característica, seja boa ou ruim, num relacionamento - seja ele qual for.
Na verdade, a gente não muda. A gente apenas faz adormecer certos comportamentos que no decorrer da vida voltam a aparecer caso você não tenha tratado ele como deveria. Quando a gente acha que se libertou de certos movimentos, vem a vida e te coloca numa situação onde você tem que enfrentar sua personalidade e colocá-la a prova de uma mudança definitiva ou não.
Porque a gente sempre tem duas opções. A gente sempre pode escolher um caminho. Basta saber se está disposto a mudar realmente. E não por alguém. Tem que ser por você mesmo. Por acreditar que mudando aquele ponto você vai se tornar uma pessoa melhor pra você. O resto a gente acaba conquistando.
Se a gente estiver de bem consigo mesmo, tudo ao nosso redor conspira a nosso favor. As pessoas, as circunstãncias. Tudo. É incrível como tudo flui quando a gente acorda de bom humor, de bem com a vida, de bem com a gente.
Às vezes a gente pode achar que as pessoas é que são culpadas por a gente se irritar com algo. Mas o problema está em nós. A outra pessoa só dá um empurrãozinho, só faz com que reacenda o que já estava ali.
Porque só depende de você mesmo mudar. De você reagir. Ninguém muda ninguém, ninguém consegue entrar no seu pensamento e fazer você ficar mal. Só você tem a capacidade de fazer isso. Se você estiver mal e aberto ao que os outros te fazem, tudo parecerá errado. Se você estiver bem, não importa quem tente interferir na sua vida, não irá conseguir.
A dimensão de um problema ou de uma pessoa é a gente quem faz. Se você disser que esse problema é passageiro e que consegue encará-lo, vai passar. Vai conseguir. Se tiver que conviver algumas horas com alguém que você não gosta e acabar ficando de mau humor o resto do dia por esse motivo, só vai irritar você. A outra pessoa não vai mudar por sua causa e talvez nem vai se deixar influenciar pelo seu comportamento. E o resto do mundo não tem culpa e nem tem obrigação de te aguentar.
Então, acorde, se olhe no espelho e sorria. Porque você sempre tem duas opções. Ou acorda de bem com o que está vendo e sentindo, ou deixa pra amanhã.... mas um dia você vai ter que resolver.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Vida dividida
Já me definiram em uma entrevista que eu era "uma comunicadora com um pé na música, ou uma cantora com alma de comunicadora". Enfim, nem eu sei me definir por completo. Mas este ano decidi ficar só com a música e largar da Comunicação Social. Uma experiência que eu desejava há anos, mas nunca tive coragem de largar por inteiro nenhuma das duas.
Pra falar a verdade, acho que eu devia isso à música. Eu sempre disse que não fui eu quem a escolhi. Foi a música que me escolheu. E tudo foi me levando pra ela. E agora que eu me entreguei por completo vi o quanto as coisas podem fluir.
Acho que de tanto as pessoas falarem pra gente que música não dá dinheiro, que música não enche a barriga, eu acabei não acreditando mais nela. E pior, acabei não acreditando mais em mim. Hoje vejo que consigo viver numa boa dando aulas de música e cantando e tocando em bares e eventos. Não tenho luxo algum, mas não devo nada a ninguém e tenho comida sempre na mesa.
Sim, confesso: sinto falta do povo louco da comunicação. Sinto falta das novidades, do dia a dia da comunicação. Sempre havia uma coisa nova, uma pessoa nova... conheci muita gente trabalhando e estudando nesta área. Foram-se quase 10 anos. Mas confesso que sair da Unisc me possibilitou fazer muitas coisas que há tempo eu já queria, mas a falta de tempo não me permitia.
Sair da Unisc simbolizou uma mudança de "estudante" pra "trabalhadora". E isso foi acontecendo em conjunto de uma série de coisas que me amadureceram aos poucos. Virei dona de casa. Voltei a dançar. Foi uma mudança bem radical, na verdade.
Não digo que nunca voltarei pra comunicação. Não posso também dizer que os anos na faculdade não serviram pra nada. Uso comunicação todos os dias da minha vida. Sou professora de música, estou sempre nos palcos e com certeza me utilizo muito de tudo que aprendi em minha formação acadêmica. Mas sinceramente, não me vejo mais dentro do curso. E olha que eu sabia lá no fundo que se um dia saísse, talvez não iria querer voltar.
É difícil parar, mas quando se pára de estudar, é muito difícil querer voltar. Quem sabe um dia eu volte e termine minha segunda graduação (faltavam apenas 6 disciplinas para me formar novamente). Não é apenas preguiça, mas a música e a dança estão me proporcionando momentos que sempre quis passar. Acho que na verdade eu que nunca me permiti sentir e viver isso.
Por isso, sempre digo: SE TU TENS VONTADE, O RESTO É BOBAGEM. Se você realmente gosta muito de algo, você vai e faz. A gente tem mania de ficar inventando desculpa pra não ser feliz. Nunca é tarde pra recomeçar. É preciso coragem, mas quando você quer, você arranja tempo, você arranja força e faz acontecer!
Pra falar a verdade, acho que eu devia isso à música. Eu sempre disse que não fui eu quem a escolhi. Foi a música que me escolheu. E tudo foi me levando pra ela. E agora que eu me entreguei por completo vi o quanto as coisas podem fluir.
Acho que de tanto as pessoas falarem pra gente que música não dá dinheiro, que música não enche a barriga, eu acabei não acreditando mais nela. E pior, acabei não acreditando mais em mim. Hoje vejo que consigo viver numa boa dando aulas de música e cantando e tocando em bares e eventos. Não tenho luxo algum, mas não devo nada a ninguém e tenho comida sempre na mesa.
Sim, confesso: sinto falta do povo louco da comunicação. Sinto falta das novidades, do dia a dia da comunicação. Sempre havia uma coisa nova, uma pessoa nova... conheci muita gente trabalhando e estudando nesta área. Foram-se quase 10 anos. Mas confesso que sair da Unisc me possibilitou fazer muitas coisas que há tempo eu já queria, mas a falta de tempo não me permitia.
Sair da Unisc simbolizou uma mudança de "estudante" pra "trabalhadora". E isso foi acontecendo em conjunto de uma série de coisas que me amadureceram aos poucos. Virei dona de casa. Voltei a dançar. Foi uma mudança bem radical, na verdade.
Não digo que nunca voltarei pra comunicação. Não posso também dizer que os anos na faculdade não serviram pra nada. Uso comunicação todos os dias da minha vida. Sou professora de música, estou sempre nos palcos e com certeza me utilizo muito de tudo que aprendi em minha formação acadêmica. Mas sinceramente, não me vejo mais dentro do curso. E olha que eu sabia lá no fundo que se um dia saísse, talvez não iria querer voltar.
É difícil parar, mas quando se pára de estudar, é muito difícil querer voltar. Quem sabe um dia eu volte e termine minha segunda graduação (faltavam apenas 6 disciplinas para me formar novamente). Não é apenas preguiça, mas a música e a dança estão me proporcionando momentos que sempre quis passar. Acho que na verdade eu que nunca me permiti sentir e viver isso.
Por isso, sempre digo: SE TU TENS VONTADE, O RESTO É BOBAGEM. Se você realmente gosta muito de algo, você vai e faz. A gente tem mania de ficar inventando desculpa pra não ser feliz. Nunca é tarde pra recomeçar. É preciso coragem, mas quando você quer, você arranja tempo, você arranja força e faz acontecer!
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
A melhor lei é a do bom senso!
Não é uma questão de lei, você não vai ser preso se derramar leite no corredor do prédio e não limpar. Também não é uma questão de poder ou não, ninguém é minha mãe pra dizer se eu posso ou não acordar todos os vizinhos com o som bumbando dentro de casa.
É simplesmente questão de bom senso. E isso, meu filho, ou tu nasce com ou vai morrer sem.
É incrível como tem gente que não tem bom senso e não se dá por conta do quanto isso interfere na vida dos outros. Eu não sei se isso é o fator da criação do sujeito, se isso é o produto do meio em que você vive, eu realmente não sou psicóloga pra saber a causa disso. Mas a consequência desses atos de pura falta de consideração eu sei bem.
Eu canso de ver gente furando a fila em tudo que é lugar. E na maior cara de pau, sem vergonha alguma. Eu, às vezes, se vejo que a coisa foi muito mal intencionada, chego e falo. Mas tem vezes que eu penso que não vai adiantar. Ninguém muda ninguém. Pra que eu vou ficar perdendo meu tempo e energia com alguém que simplesmente não quer saber dos outros? Quem sou eu pra fazer a pessoa perceber isso? Mas tem horas que eu penso que se todo mundo agir dessa forma, essa pessoa nunca vai saber o lugar dela. E sempre vai achar que o mundo gira em torno dela.
Parar o seu carro no meio da rua, atrapalhando todo o trânsito, pra xingar um único motorista que fez algo de errado com você? Caraca, ninguém teve culpa, simplesmente buzina, manda ele ããã.... e vai embora.
Som alto em um apartamento à meia-noite de um dia da semana, pra quê? Porque não coloca fone de ouvido se não está ouvindo bem? Porque todos os moradores do prédio precisam ouvir a mesma música que a sua? Eles não são surdos. Mas você se não está agora, tem grandes chances de ficar. Ok, se quiser extravasar, faça isso de tarde, não à meia-noite.
Você recebe troco a mais e fica naquele impasse se devolve ou não? Devolve. E se você tivesse do outro lado e tivesse que tirar do seu bolso pra fechar o caixa no final do dia?
Não é querer ser a boa samaritana. Mas eu simplesmente não faço isso. Não faço porque não gostaria que ninguém fizesse isso comigo. Não foi porque alguém me disse "não faz". Eu sei que não é pra fazer e ponto.
É aquela velha história que mamãe já dizia: não faça para os outros o que não quer que façam pra você. Porque essa é a lei do bom senso. Se todos trabalhassem isso no seu dia a dia eu garanto que as coisas iriam começar a mudar. Aos poucos, eu sei. Mas se pensarmos que pouco é nada, nunca sairemos dessa mesmice de reclamar que o mundo não tem jeito e eu vou morrer e vai continuar assim. Quando você se coloca no lugar do outro, sempre saberá como agir certo.
É simplesmente questão de bom senso. E isso, meu filho, ou tu nasce com ou vai morrer sem.
É incrível como tem gente que não tem bom senso e não se dá por conta do quanto isso interfere na vida dos outros. Eu não sei se isso é o fator da criação do sujeito, se isso é o produto do meio em que você vive, eu realmente não sou psicóloga pra saber a causa disso. Mas a consequência desses atos de pura falta de consideração eu sei bem.
Eu canso de ver gente furando a fila em tudo que é lugar. E na maior cara de pau, sem vergonha alguma. Eu, às vezes, se vejo que a coisa foi muito mal intencionada, chego e falo. Mas tem vezes que eu penso que não vai adiantar. Ninguém muda ninguém. Pra que eu vou ficar perdendo meu tempo e energia com alguém que simplesmente não quer saber dos outros? Quem sou eu pra fazer a pessoa perceber isso? Mas tem horas que eu penso que se todo mundo agir dessa forma, essa pessoa nunca vai saber o lugar dela. E sempre vai achar que o mundo gira em torno dela.
Parar o seu carro no meio da rua, atrapalhando todo o trânsito, pra xingar um único motorista que fez algo de errado com você? Caraca, ninguém teve culpa, simplesmente buzina, manda ele ããã.... e vai embora.
Som alto em um apartamento à meia-noite de um dia da semana, pra quê? Porque não coloca fone de ouvido se não está ouvindo bem? Porque todos os moradores do prédio precisam ouvir a mesma música que a sua? Eles não são surdos. Mas você se não está agora, tem grandes chances de ficar. Ok, se quiser extravasar, faça isso de tarde, não à meia-noite.
Você recebe troco a mais e fica naquele impasse se devolve ou não? Devolve. E se você tivesse do outro lado e tivesse que tirar do seu bolso pra fechar o caixa no final do dia?
Não é querer ser a boa samaritana. Mas eu simplesmente não faço isso. Não faço porque não gostaria que ninguém fizesse isso comigo. Não foi porque alguém me disse "não faz". Eu sei que não é pra fazer e ponto.
É aquela velha história que mamãe já dizia: não faça para os outros o que não quer que façam pra você. Porque essa é a lei do bom senso. Se todos trabalhassem isso no seu dia a dia eu garanto que as coisas iriam começar a mudar. Aos poucos, eu sei. Mas se pensarmos que pouco é nada, nunca sairemos dessa mesmice de reclamar que o mundo não tem jeito e eu vou morrer e vai continuar assim. Quando você se coloca no lugar do outro, sempre saberá como agir certo.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
A hora de sair de cena...
Sabe quando você está numa festa que está muito boa, o pessoal já começou a ir embora, mas você quer ficar só mais um pouquinho pra não perder nenhum minutinho? Mas se vai embora mais tarde fica com aquela sensação de "putz, eu devia de ter ido embora antes!". Estou sentindo isso com relação ao trabalho. Às vezes é melhor sair de cena na hora que a festa está boa e mesmo doendo, sabendo que talvez você perca aquele deslize da fulana, aquele babado do ciclano, é hora de sair à francesa e sair com a melhor imagem possível na sua memória (acho que por isso que eu não vou em velório, prefiro ficar com aquela imagem da pessoa viva).
Dói saber que ao sair de um emprego você seja substituível por outra pessoa mais engraçada, talvez até mais talentosa, mas é preciso cortar o cordão umbilical. É saudável. A vida é feita de vais e vens e isso a gente não consegue controlar. É difícil se conformar com a perda de alguns colegas que se tornaram amigos, pessoas que você convivia todos os dias e que tornavam os seus longos dias de trabalho mais prazerosos. Compensava o stress, o cansaço. E dava ânimo pra tu sair de casa cedinho e ir trabalhar mais um santo dia.
E quando a coisa começa a não fluir mais, que você vê que já é hora de se despedir, já está tarde, você precisa sair da festa antes que o feitiço da fada madrinha se quebre... mas a festa está boa e você não quer que o tempo passe. Não quer ver o que não está dando certo. A gente acaba vendo só as coisas boas. É como num namoro que às vezes o casal nem se gosta mais, mas continuam ali tentando ressucitar algum sentimento que ainda há e acabam só enxergando o lado bom um do outro no final, com medo da separação, que a razão sabe que seria a melhor solução.
Difícil separação, em qualquer situação. Estou me separando de diversas coisas neste mês. Algumas boas, outras nem tanto. Mas eu só consigo me lembrar das coisas boas que tive durante o período. E abrir mão de certas coisas é renunciar a certas regalias, a certos hábitos, que com o tempo vão ser substituídos também e não farão mais tanta falta quanto a gente imagina. Mas, no início, parece que a gente não consegue viver sem. Ainda bem que somos seres adaptáveis, moldáveis. E a vida assim como tira coisas da gente, também nos traz muitas coisas novas e boas.
Está parecendo como quando eu ía nas festinhas de garagem e a mãe vinha buscar no melhor momento da festa e a gente ía lá no carro, morto de vergonha dos outros colegas, e dizia: "Mãe, não dá pra tu vir me buscar mais tarde? Deixa eu ficar só mais um pouquinho?" Hoje eu faço o papel do filho (emoção) e da mãe (razão) que corta o nosso barato, mas a gente sabe que ela está fazendo o melhor pra gente. O que a razão está mandando. E é a minha consciência que diz que o melhor é ir embora, antes que a festa acabe, todo mundo vá embora e eu ainda fique pra lavar a louça e colocar os restos no lixo.
Dói saber que ao sair de um emprego você seja substituível por outra pessoa mais engraçada, talvez até mais talentosa, mas é preciso cortar o cordão umbilical. É saudável. A vida é feita de vais e vens e isso a gente não consegue controlar. É difícil se conformar com a perda de alguns colegas que se tornaram amigos, pessoas que você convivia todos os dias e que tornavam os seus longos dias de trabalho mais prazerosos. Compensava o stress, o cansaço. E dava ânimo pra tu sair de casa cedinho e ir trabalhar mais um santo dia.
E quando a coisa começa a não fluir mais, que você vê que já é hora de se despedir, já está tarde, você precisa sair da festa antes que o feitiço da fada madrinha se quebre... mas a festa está boa e você não quer que o tempo passe. Não quer ver o que não está dando certo. A gente acaba vendo só as coisas boas. É como num namoro que às vezes o casal nem se gosta mais, mas continuam ali tentando ressucitar algum sentimento que ainda há e acabam só enxergando o lado bom um do outro no final, com medo da separação, que a razão sabe que seria a melhor solução.
Difícil separação, em qualquer situação. Estou me separando de diversas coisas neste mês. Algumas boas, outras nem tanto. Mas eu só consigo me lembrar das coisas boas que tive durante o período. E abrir mão de certas coisas é renunciar a certas regalias, a certos hábitos, que com o tempo vão ser substituídos também e não farão mais tanta falta quanto a gente imagina. Mas, no início, parece que a gente não consegue viver sem. Ainda bem que somos seres adaptáveis, moldáveis. E a vida assim como tira coisas da gente, também nos traz muitas coisas novas e boas.
Está parecendo como quando eu ía nas festinhas de garagem e a mãe vinha buscar no melhor momento da festa e a gente ía lá no carro, morto de vergonha dos outros colegas, e dizia: "Mãe, não dá pra tu vir me buscar mais tarde? Deixa eu ficar só mais um pouquinho?" Hoje eu faço o papel do filho (emoção) e da mãe (razão) que corta o nosso barato, mas a gente sabe que ela está fazendo o melhor pra gente. O que a razão está mandando. E é a minha consciência que diz que o melhor é ir embora, antes que a festa acabe, todo mundo vá embora e eu ainda fique pra lavar a louça e colocar os restos no lixo.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Apenas uma reflexão do meu momento
Este ano completou 4 anos que eu toco em barzinhos. Passou tão rápido e ao mesmo tempo eu vi muita, muita coisa acontecer. Tantas coisas que poderia escrever um livro sobre tudo que eu vejo do palco e por trás dos palcos. Aprendi muito no bar. Coisas que nenhuma escola, nenhuma aula de canto, nenhum canudo de graduação me ensinaria. Perdi o medo de falar em público, adquiri muita cara de pau mesmo. E de um ano pra cá, tenho me sentido mais livre. Mais à vontade, mais eu. E não levem para o lado egocêntrico da coisa. Eu simplesmente acho que me aceitei como Lívia e aprendi a me conhecer melhor. Aprendi a gostar de mim e a mostrar para as outras pessoas como eu quero que elas me vejam.
Acho que tudo veio de um processo bem lento, mas que valeu muito a pena e eu consigo perceber todo o resultado. Finalmente estou colhendo os primeiros frutos de uma plantação que custou vários desafios. E o pior desafio estava aqui, bem dentro de mim. Ops, eu mesma. Parei de achar que o mundo estava contra mim, simplesmente aceito quando não estou bem e vivo aquele dia como um dia passageiro, um dia para refletir, para me conformar que nem todos os dias são iguais, nem são tão bons assim. Mas amanhã terá sol. Amanhã eu terei uma outra chance. E o fato de eu pensar que amanhã existirá, é porque tenho fé. Pra mim, o meu gesto de colocar o relógio para despertar no outro dia, é sinal de que eu tenho fé.
E quando comecei a acreditar em mim e tomar posse dessa pessoa que me tornei e de que tenho orgulho, aceitei melhor o tempo que as coisas acontecem. E cada coisa tem o seu tempo. Eu também tive o meu. Não foi da noite pro dia que eu comecei a cantar, não foi num piscar de olhos que eu toquei piano, tudo fez parte de um processo. "A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau" (Mark Twain). E até eu processar tudo, foi o tempo certo para eu chegar aqui e perceber todos estes resultados. E valorizá-los. E como é difícil a gente se perceber. É muito mais fácil perceber as mudanças nas outras pessoas, incluindo as rugas, as manias e tudo que é defeito nos outros. Como eu me olho todos os dias no espelho, parece que eu sou aquela velha menina tímida, desconfiada, desajeitada....
Ainda bem que o tempo colaborou! Mas se eu não fizesse nada por mim, nada mudaria. Sempre gostei de me desafiar e de nunca me conformar com: "ah eu nasci assim e pronto, o resto que me aguente!". Não que eu queira agradar as outras pessoas, mas acho que gentileza, educação, bom caráter, são princípios básicos para uma boa convivência e indo ao encontro da campanha que está rolando na UNISC, eu quero ser lembrada como uma boa pessoa. E eu não mudo pelos outros, mudo por mim mesma, pelo que eu acho certo. Pelo que eu acho melhor pra mim. Aliás, acho que no fundo, ninguém muda por ninguém não. A gente só muda quando enxerga que aquilo ali tem que ser assim porque a gente acha que é o melhor pra gente, e não porque outra pessoa acha isso.
Enfim, comecei o texto falando dos barzinhos. Pois bem, posso dizer que os "botecos" me ensinaram muito. Aprendi a lidar com pessoas diferentes, a observar como as pessoas agem em grupos (na noite todo mundo quer conquistar o outro, independente de qualquer intenção), aprendi a vender minha dupla e banda, a entender um pouco mais do que se passa na cabeça dos contratantes, em como eu posso fazer pra eles me entenderem, aprendi em como conquistar o público (com humildade e um bom e largo sorriso no rosto). Quando eu subo no palco, esqueço o que estava lá atrás (problemas, preocupações) e estou ali assim como o garçon está para o bar. Sim, não posso pensar que estou fazendo um show num boteco. Ali eu sou um legítimo cartão de visitas. As pessoas podem entrar no bar e se sentirem à vontade com o ambiente, com a decoração. Mas se as peças vivas que compõem o bar não estiverem de acordo com esse "aconchego", pode ter certeza: os clientes não voltarão outra vez ao mesmo bar. Por exemplo, se eu ficar aumentando o volume pra que eles prestem atenção em mim a todo custo, só vou afastá-los do meu objetivo. E do objetivo do dono do bar também. Eu sei: o dono quer que eles bebam mais pra vender cerveja, as pessoas estão indo lá pra se divertir e se distanciar dos seus problemas em casa e no trabalho, e eu estou lá pra fazer o que gosto e ganhar meu dinheiro no final da noite. Mas não é só isso. Entender esse processo que estou há 4 anos, me deixa mais conformada porque sei que o que eu tinha pra absorver de observações e aprendizado, eu consegui ao longo desse tempo. O boteco me ensinou e eu "me deixei aprender"!
Acho que tudo veio de um processo bem lento, mas que valeu muito a pena e eu consigo perceber todo o resultado. Finalmente estou colhendo os primeiros frutos de uma plantação que custou vários desafios. E o pior desafio estava aqui, bem dentro de mim. Ops, eu mesma. Parei de achar que o mundo estava contra mim, simplesmente aceito quando não estou bem e vivo aquele dia como um dia passageiro, um dia para refletir, para me conformar que nem todos os dias são iguais, nem são tão bons assim. Mas amanhã terá sol. Amanhã eu terei uma outra chance. E o fato de eu pensar que amanhã existirá, é porque tenho fé. Pra mim, o meu gesto de colocar o relógio para despertar no outro dia, é sinal de que eu tenho fé.
E quando comecei a acreditar em mim e tomar posse dessa pessoa que me tornei e de que tenho orgulho, aceitei melhor o tempo que as coisas acontecem. E cada coisa tem o seu tempo. Eu também tive o meu. Não foi da noite pro dia que eu comecei a cantar, não foi num piscar de olhos que eu toquei piano, tudo fez parte de um processo. "A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau" (Mark Twain). E até eu processar tudo, foi o tempo certo para eu chegar aqui e perceber todos estes resultados. E valorizá-los. E como é difícil a gente se perceber. É muito mais fácil perceber as mudanças nas outras pessoas, incluindo as rugas, as manias e tudo que é defeito nos outros. Como eu me olho todos os dias no espelho, parece que eu sou aquela velha menina tímida, desconfiada, desajeitada....
Ainda bem que o tempo colaborou! Mas se eu não fizesse nada por mim, nada mudaria. Sempre gostei de me desafiar e de nunca me conformar com: "ah eu nasci assim e pronto, o resto que me aguente!". Não que eu queira agradar as outras pessoas, mas acho que gentileza, educação, bom caráter, são princípios básicos para uma boa convivência e indo ao encontro da campanha que está rolando na UNISC, eu quero ser lembrada como uma boa pessoa. E eu não mudo pelos outros, mudo por mim mesma, pelo que eu acho certo. Pelo que eu acho melhor pra mim. Aliás, acho que no fundo, ninguém muda por ninguém não. A gente só muda quando enxerga que aquilo ali tem que ser assim porque a gente acha que é o melhor pra gente, e não porque outra pessoa acha isso.
Enfim, comecei o texto falando dos barzinhos. Pois bem, posso dizer que os "botecos" me ensinaram muito. Aprendi a lidar com pessoas diferentes, a observar como as pessoas agem em grupos (na noite todo mundo quer conquistar o outro, independente de qualquer intenção), aprendi a vender minha dupla e banda, a entender um pouco mais do que se passa na cabeça dos contratantes, em como eu posso fazer pra eles me entenderem, aprendi em como conquistar o público (com humildade e um bom e largo sorriso no rosto). Quando eu subo no palco, esqueço o que estava lá atrás (problemas, preocupações) e estou ali assim como o garçon está para o bar. Sim, não posso pensar que estou fazendo um show num boteco. Ali eu sou um legítimo cartão de visitas. As pessoas podem entrar no bar e se sentirem à vontade com o ambiente, com a decoração. Mas se as peças vivas que compõem o bar não estiverem de acordo com esse "aconchego", pode ter certeza: os clientes não voltarão outra vez ao mesmo bar. Por exemplo, se eu ficar aumentando o volume pra que eles prestem atenção em mim a todo custo, só vou afastá-los do meu objetivo. E do objetivo do dono do bar também. Eu sei: o dono quer que eles bebam mais pra vender cerveja, as pessoas estão indo lá pra se divertir e se distanciar dos seus problemas em casa e no trabalho, e eu estou lá pra fazer o que gosto e ganhar meu dinheiro no final da noite. Mas não é só isso. Entender esse processo que estou há 4 anos, me deixa mais conformada porque sei que o que eu tinha pra absorver de observações e aprendizado, eu consegui ao longo desse tempo. O boteco me ensinou e eu "me deixei aprender"!
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