Hoje na aula de teclado de uma aluna minha conversamos sobre os professores do ensino fundamental e médio serem muito parciais ao passarem seus conteúdos. Estávamos inclusive pensando em como iria ser daqui a alguns anos os nossos filhos e outras gerações estudando sobre a nossa atual situação do país e em como os livros tratariam o assunto.
Se os livros já podem ter lá a sua parcialidade ao transmitirem a história, imagina mais o professor "filtrando" a história como ele acha que ela deve ser contada. E o que mais me impressionou foi que ela comentou que se um aluno se opõe às ideias propostas pelo professor em sala de aula ou até via facebook, o professor discute e tenta convencer o aluno a pensar como ele.
Não estou aqui querendo dizer que o professor não possa ter seus posicionamentos, mas perante uma sala de aula cheia de cabecinhas pensantes e cheias de ideias que podem vir a contribuir para uma evolução de pensamento, acho no mínimo pobre um professor não abrir espaço para novas formas de raciocínio. Pobre de conteúdo, de não querer aprender com seus próprios alunos.
Eu aprendo todos os dias com os meus. E isso que eu acho o mais mágico de ensinar. Cada um pensa de uma maneira diferente e reage a certos estímulos de diferentes formas. Cada um vivencia algo comigo que me faz pensar e repensar milhares de vezes as mesmas coisas que eu ensino há anos. E isso é enriquecedor! Com isso sim me sinto realizada profissionalmente.
Me dói pensar que um professor possa "podar" os alunos em sala de aula. Fazer com que pensem a sua maneira é tão egoísta. Ao invés disso, deveria saber tirar o melhor de cada aluno, sem tirar a sua essência. Podar não, polir sim. Eles já vem pré moldados. Defeitos, qualidades, mas o que importa é o que eles conseguem absorver do conteúdo e traduzir isso do modo deles.
Professor aberto é o que pode sim fazer um aluno mudar de ideia, mas também está aberto a mudar a sua forma de ver o mundo através do olhar de cada aluno que passar por sua vida. Você está aberto para ver além dos seus olhos?
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segunda-feira, 9 de abril de 2018
terça-feira, 12 de abril de 2011
Vingança positiva!
Depois da tragédia da semana passada na escola do Rio de Janeiro, não se fala em outra coisa nos noticiários e programas de TV. Já abordaram de todas as maneiras o mesmo tema, tentando decifrar o motivo que levou Wellington Menezes de Oliveira a cometer tamanha atrocidade. A maioria dos entrevistados que conheciam o atirador disseram que ele era uma pessoa mais retraída, fechada, não falava com ninguém e era excluído pelos colegas e outras pessoas que conviviam com o próprio. Algumas reportagens questionaram inclusive se ele não tinha sofrido bullying e estaria se vingando da escola onde havia estudado.
Comecei a refletir sobre minha adolescência e tudo que vivi no colégio. Sempre fui mais quietinha, na minha, sempre me senti isolada na escola, tinha uma auto-estima muito baixa, e não me aceitava do jeito que eu era. Fui alvo de piadas sim, me sentia diferente, e não tenho mais nenhuma vergonha em falar sobre isso. Quem dera eu ter a cabeça de hoje e viver tudo outra vez. Talvez teria sido diferente, talvez não.
Chorei muitas vezes sozinha, no meu quarto, tentava mudar, mas minha desconfiança e insegurança eram mais fortes. No entanto, em hipótese alguma, nunca tentei me vingar de ninguém. Pelo contrário, sempre quis o bem das pessoas e hoje em dia, quando reencontro pessoas que me magoaram ou zoaram de mim, cumprimento com sorriso no rosto, sem rancor algum.
As razões que levaram o atirador a fazer o que fez, nunca serão descobertas, por mais que se esforçem. Mas caso tenha sido rancores de situações passadas na escola, nada justifica tal atitude. Sofri, chorei, mas hoje estou aqui muito mais forte do que aqueles que um dia duvidaram da minha coragem. Tentei buscar o que havia de melhor em mim durante todos esses anos. Tentei transmistir só coisas positivas e acabei atraindo pessoas e coisas boas pra perto de mim. Mudei o que achava de errado. Mudei minhas companhias. Troquei de namorado. Apostei em mim. Acreditei que se eu gostasse do que sou, outras pessoas poderiam gostar também. Aprendi que se não gostassem, tinham direito a essa opinião e isso não mudaria minha vida. Eu quero quem me quer. E quero só o que me faz bem.
Você atrai o que transmite. É uma pena que o atirador não soube canalizar bem suas energias. Levou almas tão inocentes, com toda uma vida pela frente e que não mereciam um final assim tão trágico e tão cedo.
Comecei a refletir sobre minha adolescência e tudo que vivi no colégio. Sempre fui mais quietinha, na minha, sempre me senti isolada na escola, tinha uma auto-estima muito baixa, e não me aceitava do jeito que eu era. Fui alvo de piadas sim, me sentia diferente, e não tenho mais nenhuma vergonha em falar sobre isso. Quem dera eu ter a cabeça de hoje e viver tudo outra vez. Talvez teria sido diferente, talvez não.
Chorei muitas vezes sozinha, no meu quarto, tentava mudar, mas minha desconfiança e insegurança eram mais fortes. No entanto, em hipótese alguma, nunca tentei me vingar de ninguém. Pelo contrário, sempre quis o bem das pessoas e hoje em dia, quando reencontro pessoas que me magoaram ou zoaram de mim, cumprimento com sorriso no rosto, sem rancor algum.
As razões que levaram o atirador a fazer o que fez, nunca serão descobertas, por mais que se esforçem. Mas caso tenha sido rancores de situações passadas na escola, nada justifica tal atitude. Sofri, chorei, mas hoje estou aqui muito mais forte do que aqueles que um dia duvidaram da minha coragem. Tentei buscar o que havia de melhor em mim durante todos esses anos. Tentei transmistir só coisas positivas e acabei atraindo pessoas e coisas boas pra perto de mim. Mudei o que achava de errado. Mudei minhas companhias. Troquei de namorado. Apostei em mim. Acreditei que se eu gostasse do que sou, outras pessoas poderiam gostar também. Aprendi que se não gostassem, tinham direito a essa opinião e isso não mudaria minha vida. Eu quero quem me quer. E quero só o que me faz bem.
Você atrai o que transmite. É uma pena que o atirador não soube canalizar bem suas energias. Levou almas tão inocentes, com toda uma vida pela frente e que não mereciam um final assim tão trágico e tão cedo.
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Wellington Menezes de Oliveira
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