Muita gente próxima a mim sempre vive me dizendo: lá vem a Lívia e suas teorias... Pois bem, resolvi expor uma delas aqui para todos... Hoje escolhi a teoria das reticências... Tudo começou quando minha mãe e uma amiga minha estavam aqui em casa lendo um texto escrito por mim há muito tempo e falaram que eu colocava muitas reticências até onde não necessitava... Nunca tinha percebido essa minha tendência às reticências... Você já percebeu algo estranho nesse primeiro trecho...? Vou ver até onde eu aguento com elas...
Depois que elas mencionaram essa minha mania, minha amiga disse: é porque tu sempre deixa reticências nas tuas relações também... tu nunca terminou uma relação por inteiro, sempre deixou algo no ar... E minha mãe, pra completar, concordou... Eu comecei a me observar... Realmente tinha algo de verdade naquilo que elas disseram... Hoje em dia já não me sinto com essa característica tão forte assim... Mas ainda continuo deixando muitas coisas no ar... Prefiro sempre deixar na dúvida, do que dar total certeza da minha intenção pra outra pessoa...
Sempre deixei inacabadas relações que não tiveram duração longa... Namoros eu sempre acabei 100%. Nenhum dos meus ex eu mantenho uma relação que fique algo no ar, sempre tudo muito às claras, sem deixas. Mas em compensação outros romances sempre ficaram em abertos... nunca um ponto final. Sempre vírgulas, "e se..." ou reticências...
Afinal, o mistério é o que faz a relação (qualquer relação) durar mais... Se eu mostrar tudo de uma vez só, que graça teria? É preciso sempre surprender o outro... e surpresa nada mais é do que ter sempre algo novo a ser mostrado... E quando achar que já mostrou tudo, saber reinventar o que já é conhecido... Haja criatividade nos relacionamentos...
Hoje em dia, até uso as reticências, porém me mantenho no mesmo texto, cultivando as palavras inesgotavelmente neste mesmo assunto, admirando as vírgulas, adiando um ponto final. Deste meu texto atual, aceito dois pontos, exclamo as alegrias, interrogo os obstáculos, volte e meia dou uns travessões, mas luto todos os dias para que o texto nunca acabe, só se reescreva.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Teoria das Reticências
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Comunicar
Não importa que língua você fale
De onde você vem ou para onde você vai
Não importa de que jeito você fala
Com sotaque ou sem
Se você é alemão, chinês, árabe, italiano, inglês, espanhol, francês, grego, brasileiro ou japonês
Não importa quais as palavras que você diga
Você pode ser compreendido em qualquer lugar do planeta
Até mesmo se você não consegue falar (libras)
Ou não consegue ver o que há escrito em sua frente (braile)
Os seus olhos, o seu sorriso, as suas mãos
O seu corpo fala mais que qualquer palavra
E a voz acaba servindo apenas como um canal
Que reafirma o que seu corpo quer transmitir
Basta você estar aberto para receber as mensagens que há ao seu redor
Falar, comunicar, expressar, dizer,
Você é a soma de tudo o que vê, lê, ouve e sente
E em outro lugar do mundo, pode haver alguém igual a você
Que pensa da mesma maneira, mas fala diferente
Mas é só uma forma diferente de dizer a mesma coisa
No fundo, todos só querem dizer o que sentem
Texto produzido para o programa Unisc TV Arte do qual faço parte:
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