Todas as vezes que alguém comete um suicídio eu fico meio pensativa. Fico refletindo sobre a vida, sobre as pessoas, fico só observando a vida meio de longe o dia todo.
A vida é passageira ou a gente é passageiro dela? Pessoas que tiram a sua própria vida é como se estivessem vendo a vida passar ali da janela do ônibus só esperando a próxima parada pra descer, antes mesmo de chegar no seu destino final. Loucos pra acabar logo com essa viagem, ao invés de apreciar a paisagem, saborear cada quilômetro que se roda. Têm alguns quilômetros que parecem que não vão passar nunca. Mas têm outros que dá vontade de pedir para o motorista voltar só pra gente passar mais uma vez por ali. Talvez mudando de poltrona pra ver de um ângulo diferente a mesma coisa.
Desistir de tudo assim tão fácil? As pessoas que tentam fugir do problema viajando eu até entendo, mas viajar dessa pra "melhor" é difícil de aceitar. Às vezes penso: eu nunca teria coragem. Mas seria coragem ou fraqueza? Porque coragem seria se a pessoa enfrentasse seja lá qual for a situação que estivesse passando.
Vejo tantas pessoas desistindo. Todos os dias tem alguém saltando do ônibus. Larga do trabalho no primeiro obstáculo que aparece, desiste do namoro na primeira briga, desiste de um curso na primeira falha que cometer. Tem aqueles que ficam pulando de poltrona em poltrona porque colocam defeito em todas, seja o chefe, o namorado, o emprego, um instrumento musical, ou até um carro. Estão sempre insatisfeitas. Nada compensa, porque não conseguem ver algo de bom naquilo que incomoda. E ao não saberem lidar com a situação, preferem pular fora, partem pra outra.
Sempre achei que o tipo de pessoas que faziam isso era o mesmo. Mas tenho me surpreendido. As pessoas ultimamente estão tão preocupadas em passar para os outros que estão bem, que quando menos se espera alguém que você nunca desconfiaria que sofre de depressão comete suicídio sem deixar vestígios do porquê, sem ter nenhum motivo aparente nem para os mais íntimos. Fico pensando se é coisa de um momento, de uma fase, ou se isso já vem de tempo, se a pessoa já tem propensão a fazer este tipo de coisa.
Desde que comecei a trabalhar com crianças vejo que esta insatisfação já começa cedo a se pronunciar. Elas mal iniciam algo e já desistem por qualquer problema que houver. E são difíceis de negociar. Não têm foco, não têm persistência. Se tivessem que criar algo como um Titanic, não sairia do papel ou afundaria antes mesmo de sair em alto mar. Não consigo imaginá-los alçando altos vôos. Como imaginá-los em uma viagem longa, se os vejo escolhendo o livro pelo número de páginas? O que será no futuro? Fico ali observando e imaginando-os como serão como adultos. Frustrados, no mínimo, não terminaram nada. Ou nem começaram. Vejo-os tão sem iniciativa. Muito raro quando alguma ideia parte deles. Só consigo os ver partindo da ideia, fugindo de criar algo com suas próprias mãos.
Fico pensando, somos nós que podamos essas crianças? Somos nós que não estamos sabendo valorizar o que eles têm de melhor? Estamos levando eles ao suicídio de sua própria personalidade? Gostaria que a viagem terminasse diferente. E que todos chegassem ao final tendo apreciado o caminho que percorreram. Que não quisessem desistir, que tentassem ao menos arriscar indo um pouco mais além. Por mais difícil que esteja o tempo, seguissem a viagem tranquilos de que qualquer tempestade não perdurará. E que o sol que virá no dia seguinte os fizesse querer estar ali ainda, nessa viagem que a gente nunca sabe a hora que acaba. Que comprem uma nova passagem, mas sigam em frente. #partiu #aproveitaravida
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
sábado, 11 de maio de 2013
Descobrindo-se
Hoje resolvi me descobrir!
Cavocar uma Lívia que nem eu mesma conheço. Descobrir-se dessa máscara que a gente põe todos os dias pra esconder do mundo, e da gente mesmo, aquilo que no fundo nos faz ser quem somos. Descobrir-se de todos os rancores, de todas as angústias, de todas as ilusões, de tudo que não me acrescenta.
Uma semana foi o prazo que me dei. Uma semana para me entender, para cuidar de mim, para fazer algo por mim mesma. Para encontrar a felicidade dentro de mim, sem depender de nada nem ninguém. Apenas ser e estar feliz por saber quem eu sou.
Entender minhas limitações, minhas fraquezas, encarar-me no espelho e ser alguém melhor pra mim mesma. Descobrir lá dentro o que quero transmitir aqui fora. Trazer no olhar o que eu quero que volte pra mim como se existisse um espelho ao meu redor refletindo minhas atitudes e meus pensamentos.
Não quero responder minhas perguntas. Não espero que se acabem minhas dúvidas. Apenas quero estar preparada pra enfrentá-las como a Lívia que eu sempre quis ser.
É difícil se olhar no espelho e descobrir-se. Ver por trás desse corpo o que realmente constitui o meu ser. Difícil encarar meus medos sozinha. Mas é tão bom se permitir ficar sozinho e ouvir o seu coração, se conhecer a fundo e se amar. Não é egoísmo, é simplesmente entender que se você estiver em paz consigo mesmo o resto acontece, flui, e as coisas se resolvem bem mais fáceis. Os problemas não vão acabar. Mas você vai saber lidar com eles quando aparecerem.
"Não há lugar pada onde correr: as mudanças, quando precisam acontecer, sabem como nos encontrar" (Ana Jácomo). Exatamente assim. Não adianta fugir do problema. É preciso permanecer ali, enfrentá-lo e descobrir-se muito mais forte do que se imagina para superá-lo. Se a gente não encarar o problema de frente, empurrar com a barriga, deixar pra depois, não vai adiantar. Alguma coisa lá na frente vai acontecer e trazer à tona o mesmo problema. E quando menos esperar vai se encontrar novamente diante da mesma dúvida: E agora? Quer saber? Assuma o controle de si mesmo e resolva! Descubra-se!
"Não há lugar pada onde correr: as mudanças, quando precisam acontecer, sabem como nos encontrar" (Ana Jácomo). Exatamente assim. Não adianta fugir do problema. É preciso permanecer ali, enfrentá-lo e descobrir-se muito mais forte do que se imagina para superá-lo. Se a gente não encarar o problema de frente, empurrar com a barriga, deixar pra depois, não vai adiantar. Alguma coisa lá na frente vai acontecer e trazer à tona o mesmo problema. E quando menos esperar vai se encontrar novamente diante da mesma dúvida: E agora? Quer saber? Assuma o controle de si mesmo e resolva! Descubra-se!
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
A escolha é sua
Problemas de personalidade são como um resfriado: se você não cura direito, ele sempre volta. Às vezes só muda de lugar.
Eu sempre disse que haviam pessoas que conseguiam tirar o que há de melhor em nós e outras que tinham o poder de fazer a gente revelar nossos piores defeitos e pontos fracos. Hoje, pensando bem, vejo que na verdade, independente da pessoa, vai acontecer as duas coisas. Porque uma hora ou outra vai aparecer alguma característica, seja boa ou ruim, num relacionamento - seja ele qual for.
Na verdade, a gente não muda. A gente apenas faz adormecer certos comportamentos que no decorrer da vida voltam a aparecer caso você não tenha tratado ele como deveria. Quando a gente acha que se libertou de certos movimentos, vem a vida e te coloca numa situação onde você tem que enfrentar sua personalidade e colocá-la a prova de uma mudança definitiva ou não.
Porque a gente sempre tem duas opções. A gente sempre pode escolher um caminho. Basta saber se está disposto a mudar realmente. E não por alguém. Tem que ser por você mesmo. Por acreditar que mudando aquele ponto você vai se tornar uma pessoa melhor pra você. O resto a gente acaba conquistando.
Se a gente estiver de bem consigo mesmo, tudo ao nosso redor conspira a nosso favor. As pessoas, as circunstãncias. Tudo. É incrível como tudo flui quando a gente acorda de bom humor, de bem com a vida, de bem com a gente.
Às vezes a gente pode achar que as pessoas é que são culpadas por a gente se irritar com algo. Mas o problema está em nós. A outra pessoa só dá um empurrãozinho, só faz com que reacenda o que já estava ali.
Porque só depende de você mesmo mudar. De você reagir. Ninguém muda ninguém, ninguém consegue entrar no seu pensamento e fazer você ficar mal. Só você tem a capacidade de fazer isso. Se você estiver mal e aberto ao que os outros te fazem, tudo parecerá errado. Se você estiver bem, não importa quem tente interferir na sua vida, não irá conseguir.
A dimensão de um problema ou de uma pessoa é a gente quem faz. Se você disser que esse problema é passageiro e que consegue encará-lo, vai passar. Vai conseguir. Se tiver que conviver algumas horas com alguém que você não gosta e acabar ficando de mau humor o resto do dia por esse motivo, só vai irritar você. A outra pessoa não vai mudar por sua causa e talvez nem vai se deixar influenciar pelo seu comportamento. E o resto do mundo não tem culpa e nem tem obrigação de te aguentar.
Então, acorde, se olhe no espelho e sorria. Porque você sempre tem duas opções. Ou acorda de bem com o que está vendo e sentindo, ou deixa pra amanhã.... mas um dia você vai ter que resolver.
Eu sempre disse que haviam pessoas que conseguiam tirar o que há de melhor em nós e outras que tinham o poder de fazer a gente revelar nossos piores defeitos e pontos fracos. Hoje, pensando bem, vejo que na verdade, independente da pessoa, vai acontecer as duas coisas. Porque uma hora ou outra vai aparecer alguma característica, seja boa ou ruim, num relacionamento - seja ele qual for.
Na verdade, a gente não muda. A gente apenas faz adormecer certos comportamentos que no decorrer da vida voltam a aparecer caso você não tenha tratado ele como deveria. Quando a gente acha que se libertou de certos movimentos, vem a vida e te coloca numa situação onde você tem que enfrentar sua personalidade e colocá-la a prova de uma mudança definitiva ou não.
Porque a gente sempre tem duas opções. A gente sempre pode escolher um caminho. Basta saber se está disposto a mudar realmente. E não por alguém. Tem que ser por você mesmo. Por acreditar que mudando aquele ponto você vai se tornar uma pessoa melhor pra você. O resto a gente acaba conquistando.
Se a gente estiver de bem consigo mesmo, tudo ao nosso redor conspira a nosso favor. As pessoas, as circunstãncias. Tudo. É incrível como tudo flui quando a gente acorda de bom humor, de bem com a vida, de bem com a gente.
Às vezes a gente pode achar que as pessoas é que são culpadas por a gente se irritar com algo. Mas o problema está em nós. A outra pessoa só dá um empurrãozinho, só faz com que reacenda o que já estava ali.
Porque só depende de você mesmo mudar. De você reagir. Ninguém muda ninguém, ninguém consegue entrar no seu pensamento e fazer você ficar mal. Só você tem a capacidade de fazer isso. Se você estiver mal e aberto ao que os outros te fazem, tudo parecerá errado. Se você estiver bem, não importa quem tente interferir na sua vida, não irá conseguir.
A dimensão de um problema ou de uma pessoa é a gente quem faz. Se você disser que esse problema é passageiro e que consegue encará-lo, vai passar. Vai conseguir. Se tiver que conviver algumas horas com alguém que você não gosta e acabar ficando de mau humor o resto do dia por esse motivo, só vai irritar você. A outra pessoa não vai mudar por sua causa e talvez nem vai se deixar influenciar pelo seu comportamento. E o resto do mundo não tem culpa e nem tem obrigação de te aguentar.
Então, acorde, se olhe no espelho e sorria. Porque você sempre tem duas opções. Ou acorda de bem com o que está vendo e sentindo, ou deixa pra amanhã.... mas um dia você vai ter que resolver.
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