Ano de organização, de pôr o corpo e a mente em ordem. Os dois últimos anos pra mim foram de muito amadurecimento. Quem esteve próximo de mim sabe o quanto me dediquei a ser uma pessoa melhor e a acreditar que uma mudança repentina pudesse me levar a ser essa pessoa que eu sempre quis ser.
A cada dia que passa vejo que o que falta ainda é a organização. E isso inclui não só arrumar a casa, reformas, quanto a reformas por dentro também. Estou desde outubro consultando com nutricionista, indo no pilates e academia (sem faltas e desculpas), além de correr quando dá uma brechinha na rotina do meu dia a dia. Agora a mente, essa é cruel. Quem sofre de ansiedade ou já sofreu depressão sabe o quanto é difícil a gente controlar essa geringonça chamada mente humana. Mas sempre fui de me desafiar e de querer me conhecer mais e mais. Talvez por isso esse seja um ano de rompimento com várias barreiras que me fizeram bloquear ao longo dos anos. Algumas já conquistadas, outras ainda por enfrentar.
O que nos torna melhores é a nossa capacidade de transformação interior. Nada nem ninguém pode nos mudar até que nós mesmos estejamos conscientes de que a mudança está dentro de nós. Essa é uma luta diária e solitária. Ninguém pode nos ajudar. Pode alertar, mas fazer pela gente não. Este ano me propus a isso. E nesse início de ano já sinto que algumas coisas estão mudando só com esse pensamento mais positivo e mais controlado.
Saber dosar qual sentimento devemos alimentar. É como se cada sentimento tivesse um animalzinho dentro da nossa cabeça. Ainda não assiste ao filme "Divertidamente", mas segundo meus alunos mais pequenos ele retrata exatamente esta ideia que eu já tinha tido sobre nossos sentimentos e como pensamos a respeito deles. Devemos saber dar a quantidade certa de alimento para cada sentimento. O medo pode existir sim, mas não deve ser alimento mais do que a coragem de enfrentá-lo. A raiva pode existir sim, porque ela nos move, nos faz reagir, mas não deve ganhar mais "bóia" do que a paciência de resolver uma situação.
Quando nos conhecemos mais a fundo é mais fácil controlar o corpo e a mente. Tudo que é desconhecido nos gera insegurança e nos faz perder o controle. Por isso acredito que há um triângulo essencial no ser humano: conhecimento, controle e segurança. E isso serve pra tudo, pra relacionamentos, para nós mesmos, para o canto que é a minha profissão. Seguido converso com meus alunos e lhes digo: enquanto vocês não se conhecerem, não perceberem o que está acontecendo no corpo de vocês enquanto cantam, não vão ter o controle da sua voz. Quando conhecerem, vão conseguir controlar e automaticamente a segurança de cantar naturalmente vem.
Na vida, no trabalho, a mesma coisa. Só a partir do momento que você sabe quem é, você consegue controlar melhor suas emoções, seus pensamentos e se sentirá seguro para lidar com qualquer problema que aparecer. Então "bora" trabalhar em si mesmo neste 2016! Desejo muita transformação a todos que me acompanham aqui no blog.
PS: O blog também faz parte dessa minha organização para 2016. Prometo a mim mesma que não vou deixar de escrever, porque isso me faz um bem enorme.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
sábado, 31 de julho de 2010
Ensinando e aprendendo
Há duas semanas estou dando aulas de teclado na Academia de Música Evidências. Entrar substituindo alguém, já é um desafio de bom tamanho. Ganhar diversos alunos de uma só vez, cheios de diferenças de aprendizagem e de vários níveis diferentes é um desafio maior ainda. Depois do primeiro impacto, estou me acostumando com a nova rotina e confesso: estou adorando dar aulas. Nunca pensei que diria isso, mas realmente é sensacional a gente ver o aluno aprendendo. Observar todo o processo de aprendizagem de alguém é, sem dúvida, algo mágico! No meu caso, me refiro a dar aulas particulares e não em grupo.
Como já peguei o bonde andando, alguns alunos estavam estudando a mesma música, e é incrível a diferença de uma pessoa pra outra, a forma de tocar, a forma de aprender, a dificuldade de cada um, as manias e temperamentos, o jeito com que eles se auto-criticam quando erram, a maneira como comemoram quando acertam. É muito bom observar. Eu sempre fui fissurada pelo ser humano. Por tudo que envolve as relações humanas. Principalmente no que diz respeito a como compartilhar uma informação que você já tem conhecimento a outra pessoa que não sabe nada sobre aquilo.
É preciso saber como fazer para que cada pessoa aprenda da melhor forma o mesmo que você sabe, sob as condições e limitações dela. Parece que você tem que entrar no mundo dela, na forma, no jeito como ela pensa, nas "bagagens" que essa pessoa trás dentro de si, para ensinar de uma forma que aquela pessoa específica aprenda à sua maneira. Esses dias me deparei com um aluno dos pequenos, que não conseguia entender as divisões rítmicas. Para ele entender fração, porque teoria musical é pura matemática, é fração pura, fiz uma analogia das figuras com moedas de 1 real, 25 e 50 centavos, e assim por diante. Isso é um dos milhares de exemplos que se pode dar para a pessoa entender melhor. Aliás, como a música tem todo um simbologismo nas partituras, nada como se utilizar de analogias com coisas que as pessoas vivem todos os dias para fazê-las compreenderem mais facilmente aquilo que aparentemente está tão distante da realidade delas.
Não consigo desassociar o "ensinar" como "aprendendo em dobro". Assim como eu estou compartilhando o que já sei, o que aprendi, estou todos dias aprendendo algo novo. E o que eu tenho estudado, o tempo que tenho dedicado pra preparar as aulas, pra me desenferrujar de tanto tempo sem estudar tem sido muito desgastante, mas ao mesmo tempo gratificante. Estou conseguindo perceber resultados em mim e nos alunos. Me divirto trabalhando! E espero que eles também se sintam assim: aprendendo sem pressão e sem stress. Além do mais, música também é terapia e muitos estão lá não só para aprender como também para fugir um pouco dos seus problemas diários. Eles sabem que naquele momento da aula será um instante da semana em que eles vão parar e fazer algo por si mesmos. Algo que gostam e sentem prazer em fazer. E digo, o prazer também é meu! ;)
Como já peguei o bonde andando, alguns alunos estavam estudando a mesma música, e é incrível a diferença de uma pessoa pra outra, a forma de tocar, a forma de aprender, a dificuldade de cada um, as manias e temperamentos, o jeito com que eles se auto-criticam quando erram, a maneira como comemoram quando acertam. É muito bom observar. Eu sempre fui fissurada pelo ser humano. Por tudo que envolve as relações humanas. Principalmente no que diz respeito a como compartilhar uma informação que você já tem conhecimento a outra pessoa que não sabe nada sobre aquilo.
É preciso saber como fazer para que cada pessoa aprenda da melhor forma o mesmo que você sabe, sob as condições e limitações dela. Parece que você tem que entrar no mundo dela, na forma, no jeito como ela pensa, nas "bagagens" que essa pessoa trás dentro de si, para ensinar de uma forma que aquela pessoa específica aprenda à sua maneira. Esses dias me deparei com um aluno dos pequenos, que não conseguia entender as divisões rítmicas. Para ele entender fração, porque teoria musical é pura matemática, é fração pura, fiz uma analogia das figuras com moedas de 1 real, 25 e 50 centavos, e assim por diante. Isso é um dos milhares de exemplos que se pode dar para a pessoa entender melhor. Aliás, como a música tem todo um simbologismo nas partituras, nada como se utilizar de analogias com coisas que as pessoas vivem todos os dias para fazê-las compreenderem mais facilmente aquilo que aparentemente está tão distante da realidade delas.
Não consigo desassociar o "ensinar" como "aprendendo em dobro". Assim como eu estou compartilhando o que já sei, o que aprendi, estou todos dias aprendendo algo novo. E o que eu tenho estudado, o tempo que tenho dedicado pra preparar as aulas, pra me desenferrujar de tanto tempo sem estudar tem sido muito desgastante, mas ao mesmo tempo gratificante. Estou conseguindo perceber resultados em mim e nos alunos. Me divirto trabalhando! E espero que eles também se sintam assim: aprendendo sem pressão e sem stress. Além do mais, música também é terapia e muitos estão lá não só para aprender como também para fugir um pouco dos seus problemas diários. Eles sabem que naquele momento da aula será um instante da semana em que eles vão parar e fazer algo por si mesmos. Algo que gostam e sentem prazer em fazer. E digo, o prazer também é meu! ;)
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