Muita gente próxima a mim sempre vive me dizendo: lá vem a Lívia e suas teorias... Pois bem, resolvi expor uma delas aqui para todos... Hoje escolhi a teoria das reticências... Tudo começou quando minha mãe e uma amiga minha estavam aqui em casa lendo um texto escrito por mim há muito tempo e falaram que eu colocava muitas reticências até onde não necessitava... Nunca tinha percebido essa minha tendência às reticências... Você já percebeu algo estranho nesse primeiro trecho...? Vou ver até onde eu aguento com elas...
Depois que elas mencionaram essa minha mania, minha amiga disse: é porque tu sempre deixa reticências nas tuas relações também... tu nunca terminou uma relação por inteiro, sempre deixou algo no ar... E minha mãe, pra completar, concordou... Eu comecei a me observar... Realmente tinha algo de verdade naquilo que elas disseram... Hoje em dia já não me sinto com essa característica tão forte assim... Mas ainda continuo deixando muitas coisas no ar... Prefiro sempre deixar na dúvida, do que dar total certeza da minha intenção pra outra pessoa...
Sempre deixei inacabadas relações que não tiveram duração longa... Namoros eu sempre acabei 100%. Nenhum dos meus ex eu mantenho uma relação que fique algo no ar, sempre tudo muito às claras, sem deixas. Mas em compensação outros romances sempre ficaram em abertos... nunca um ponto final. Sempre vírgulas, "e se..." ou reticências...
Afinal, o mistério é o que faz a relação (qualquer relação) durar mais... Se eu mostrar tudo de uma vez só, que graça teria? É preciso sempre surprender o outro... e surpresa nada mais é do que ter sempre algo novo a ser mostrado... E quando achar que já mostrou tudo, saber reinventar o que já é conhecido... Haja criatividade nos relacionamentos...
Hoje em dia, até uso as reticências, porém me mantenho no mesmo texto, cultivando as palavras inesgotavelmente neste mesmo assunto, admirando as vírgulas, adiando um ponto final. Deste meu texto atual, aceito dois pontos, exclamo as alegrias, interrogo os obstáculos, volte e meia dou uns travessões, mas luto todos os dias para que o texto nunca acabe, só se reescreva.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Teoria das Reticências
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
2016
Ano de organização, de pôr o corpo e a mente em ordem. Os dois últimos anos pra mim foram de muito amadurecimento. Quem esteve próximo de mim sabe o quanto me dediquei a ser uma pessoa melhor e a acreditar que uma mudança repentina pudesse me levar a ser essa pessoa que eu sempre quis ser.
A cada dia que passa vejo que o que falta ainda é a organização. E isso inclui não só arrumar a casa, reformas, quanto a reformas por dentro também. Estou desde outubro consultando com nutricionista, indo no pilates e academia (sem faltas e desculpas), além de correr quando dá uma brechinha na rotina do meu dia a dia. Agora a mente, essa é cruel. Quem sofre de ansiedade ou já sofreu depressão sabe o quanto é difícil a gente controlar essa geringonça chamada mente humana. Mas sempre fui de me desafiar e de querer me conhecer mais e mais. Talvez por isso esse seja um ano de rompimento com várias barreiras que me fizeram bloquear ao longo dos anos. Algumas já conquistadas, outras ainda por enfrentar.
O que nos torna melhores é a nossa capacidade de transformação interior. Nada nem ninguém pode nos mudar até que nós mesmos estejamos conscientes de que a mudança está dentro de nós. Essa é uma luta diária e solitária. Ninguém pode nos ajudar. Pode alertar, mas fazer pela gente não. Este ano me propus a isso. E nesse início de ano já sinto que algumas coisas estão mudando só com esse pensamento mais positivo e mais controlado.
Saber dosar qual sentimento devemos alimentar. É como se cada sentimento tivesse um animalzinho dentro da nossa cabeça. Ainda não assiste ao filme "Divertidamente", mas segundo meus alunos mais pequenos ele retrata exatamente esta ideia que eu já tinha tido sobre nossos sentimentos e como pensamos a respeito deles. Devemos saber dar a quantidade certa de alimento para cada sentimento. O medo pode existir sim, mas não deve ser alimento mais do que a coragem de enfrentá-lo. A raiva pode existir sim, porque ela nos move, nos faz reagir, mas não deve ganhar mais "bóia" do que a paciência de resolver uma situação.
Quando nos conhecemos mais a fundo é mais fácil controlar o corpo e a mente. Tudo que é desconhecido nos gera insegurança e nos faz perder o controle. Por isso acredito que há um triângulo essencial no ser humano: conhecimento, controle e segurança. E isso serve pra tudo, pra relacionamentos, para nós mesmos, para o canto que é a minha profissão. Seguido converso com meus alunos e lhes digo: enquanto vocês não se conhecerem, não perceberem o que está acontecendo no corpo de vocês enquanto cantam, não vão ter o controle da sua voz. Quando conhecerem, vão conseguir controlar e automaticamente a segurança de cantar naturalmente vem.
Na vida, no trabalho, a mesma coisa. Só a partir do momento que você sabe quem é, você consegue controlar melhor suas emoções, seus pensamentos e se sentirá seguro para lidar com qualquer problema que aparecer. Então "bora" trabalhar em si mesmo neste 2016! Desejo muita transformação a todos que me acompanham aqui no blog.
PS: O blog também faz parte dessa minha organização para 2016. Prometo a mim mesma que não vou deixar de escrever, porque isso me faz um bem enorme.
A cada dia que passa vejo que o que falta ainda é a organização. E isso inclui não só arrumar a casa, reformas, quanto a reformas por dentro também. Estou desde outubro consultando com nutricionista, indo no pilates e academia (sem faltas e desculpas), além de correr quando dá uma brechinha na rotina do meu dia a dia. Agora a mente, essa é cruel. Quem sofre de ansiedade ou já sofreu depressão sabe o quanto é difícil a gente controlar essa geringonça chamada mente humana. Mas sempre fui de me desafiar e de querer me conhecer mais e mais. Talvez por isso esse seja um ano de rompimento com várias barreiras que me fizeram bloquear ao longo dos anos. Algumas já conquistadas, outras ainda por enfrentar.
O que nos torna melhores é a nossa capacidade de transformação interior. Nada nem ninguém pode nos mudar até que nós mesmos estejamos conscientes de que a mudança está dentro de nós. Essa é uma luta diária e solitária. Ninguém pode nos ajudar. Pode alertar, mas fazer pela gente não. Este ano me propus a isso. E nesse início de ano já sinto que algumas coisas estão mudando só com esse pensamento mais positivo e mais controlado.
Saber dosar qual sentimento devemos alimentar. É como se cada sentimento tivesse um animalzinho dentro da nossa cabeça. Ainda não assiste ao filme "Divertidamente", mas segundo meus alunos mais pequenos ele retrata exatamente esta ideia que eu já tinha tido sobre nossos sentimentos e como pensamos a respeito deles. Devemos saber dar a quantidade certa de alimento para cada sentimento. O medo pode existir sim, mas não deve ser alimento mais do que a coragem de enfrentá-lo. A raiva pode existir sim, porque ela nos move, nos faz reagir, mas não deve ganhar mais "bóia" do que a paciência de resolver uma situação.
Quando nos conhecemos mais a fundo é mais fácil controlar o corpo e a mente. Tudo que é desconhecido nos gera insegurança e nos faz perder o controle. Por isso acredito que há um triângulo essencial no ser humano: conhecimento, controle e segurança. E isso serve pra tudo, pra relacionamentos, para nós mesmos, para o canto que é a minha profissão. Seguido converso com meus alunos e lhes digo: enquanto vocês não se conhecerem, não perceberem o que está acontecendo no corpo de vocês enquanto cantam, não vão ter o controle da sua voz. Quando conhecerem, vão conseguir controlar e automaticamente a segurança de cantar naturalmente vem.
Na vida, no trabalho, a mesma coisa. Só a partir do momento que você sabe quem é, você consegue controlar melhor suas emoções, seus pensamentos e se sentirá seguro para lidar com qualquer problema que aparecer. Então "bora" trabalhar em si mesmo neste 2016! Desejo muita transformação a todos que me acompanham aqui no blog.
PS: O blog também faz parte dessa minha organização para 2016. Prometo a mim mesma que não vou deixar de escrever, porque isso me faz um bem enorme.
sábado, 3 de janeiro de 2015
Complete-se!
Vivemos esperando aquele alguém perfeito, do jeito que a gente sempre sonhou. Mas não conseguimos enxergar certas vezes aquele alguém que é perfeito para o que a gente precisa. Ninguém cruza nosso caminho por acaso, nisso eu acredito. Para cada momento, há pessoas que a gente precisa conviver, mesmo às vezes não gostando muito, não aprovando certas atitudes do outro. Mas precisamos passar por aquela experiência, com alguém daquela personalidade para aprendermos com nós mesmos. Às vezes não nos encaixamos porque somos muito iguais, outras por sermos muito diferentes. Mas a verdade é que cada um tem aquilo que precisa para ser alguém melhor.
Tenho muitas amigas que vivem escolhendo rapazes e estão sempre sozinhas. Não que tenha que sair namorando qualquer um. Mas são exigentes demais. Nada é bom o bastante. Enxergam mais os defeitos do rapaz do que o que ele realmente tem de bom. Enxergam mais a aparência, do que o que há por dentro. Mais a beleza do que o próprio caráter. Não digo que vão morrer sozinhas. Mas enquanto verem o futuro só através de uma outra pessoa em suas vidas, não evoluirão.
Precisamos ser alguém melhor pra conquistar alguém melhor. Se quer alguém perfeito, primeiro seja perfeito para si mesmo. Procure evoluir, procure melhorar como pessoa. Não pelas outras pessoas, não apenas para conviver melhor, mas por você mesmo. Quando se muda não é pra agradar aos outros, mas a si próprio. A gente se sente melhor quando consegue fazer as outras pessoas ao nosso redor melhores também.
Eu diria que essas pessoas que só procuram, não se acham, não se encontraram. Por isso procuram o que falta, porque não se sentem completas. Mas o que falta na gente não virá apenas de uma outra pessoa, mas sim da experiência que você tiver com as outras pessoas a sua volta. É tudo compartilhado. Você se alimenta daquilo que você transmite. Por isso para 2015 eu desejo que você se ache. Não procure fora! Se encontre dentro! Se complete por dentro para depois encontrar algo que o agregue lá fora. É o que eu desejo pra mim, é o que eu desejo pra todo mundo. Feliz ano novo!
Tenho muitas amigas que vivem escolhendo rapazes e estão sempre sozinhas. Não que tenha que sair namorando qualquer um. Mas são exigentes demais. Nada é bom o bastante. Enxergam mais os defeitos do rapaz do que o que ele realmente tem de bom. Enxergam mais a aparência, do que o que há por dentro. Mais a beleza do que o próprio caráter. Não digo que vão morrer sozinhas. Mas enquanto verem o futuro só através de uma outra pessoa em suas vidas, não evoluirão.
Precisamos ser alguém melhor pra conquistar alguém melhor. Se quer alguém perfeito, primeiro seja perfeito para si mesmo. Procure evoluir, procure melhorar como pessoa. Não pelas outras pessoas, não apenas para conviver melhor, mas por você mesmo. Quando se muda não é pra agradar aos outros, mas a si próprio. A gente se sente melhor quando consegue fazer as outras pessoas ao nosso redor melhores também.
Eu diria que essas pessoas que só procuram, não se acham, não se encontraram. Por isso procuram o que falta, porque não se sentem completas. Mas o que falta na gente não virá apenas de uma outra pessoa, mas sim da experiência que você tiver com as outras pessoas a sua volta. É tudo compartilhado. Você se alimenta daquilo que você transmite. Por isso para 2015 eu desejo que você se ache. Não procure fora! Se encontre dentro! Se complete por dentro para depois encontrar algo que o agregue lá fora. É o que eu desejo pra mim, é o que eu desejo pra todo mundo. Feliz ano novo!
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terça-feira, 6 de julho de 2010
Gentileza, prazer!
Há algumas semanas, eu estava indo para o meu curso de inglês, passando por uma esquina de um famoso bar aqui da minha cidade, justo no horário de happy hour, com muitas pessoas já bebendo, passando de carro pra ir pra faculdade ou saindo do trabalho. Fui caminhando e observando aquela pressa no olhar das pessoas pra chegar a lugar nenhum. De repente, no meio daquele tumúlto, vejo uma menina carregada de sacolas, vinda com certeza de um supermercado. No mesmo instante que a vi, só ouvi o estouro de coisas caindo no chão e as sacolas se arrebentando uma a uma em minha frente. Aliás, sobrou somente uma pra contar a história e servir de step para os produtos das outras sacolas arrebentadas.
A menina ficou parada, não sabia se juntava, se deixava tudo ali jogado... E todo mundo parado ao redor dela, sem reação. Imediatamente me ofereci para ajudá-la. E os olhos ao redor ligeiramente se viraram pra mim. Eu, sem me sentir envergonhada, já fui ajudando-a a colocar as coisas de volta ao seu lugar e a própria menina teve uma reação um tanto estranha comigo: não sabia se agradecia, se ficava desconfiada com o meu gesto de bondade ou se me deixava ali pra ficar com a vergonha dos olhares alheios só pra mim.
Educadamente entreguei as sacolas arrebentadas e ela, ainda meio sem jeito, me agradeceu. Quando saí da cena, parece que tinha perdido uns 5 quilos de tanto ser analisada. Aos poucos, as pessoas foram voltando as suas conversas e aos seus pensamentos. E eu, continuei andando como se nada tivesse acontecido. Não sei se me senti melhor por isso ou não. Talvez depois que passasse por ela, me arrependesse de não tê-la ajudado. Mas fiquei com aquela sensação de dever cumprido. Dever? Não sei se devia, mas o fato é que agi sem pensar mesmo, simplesmente sou assim: não consigo jogar lixo no chão, não consigo ver alguém tropeçando de cair duro e não ir lá ajudar. Coração mole, minha mãe diria. E tenho certeza que ela faria o mesmo. Ou seja, minha mãe me deu educação e fez com que eu agisse assim, bem obediente, sempre optando pelo bom senso.
Mas o que me impressionou foi a reação das pessoas com a minha atitude. Não pensei que causaria tanto impacto em meio aquele movimento todo de pessoas pra lá e pra cá. No final do ano passado, em um pequeno discurso em meio a uma apresentação da dupla que toco, eu disse que faltava gentileza nas pessoas. Aquelas pequenas coisas do dia a dia que foram se perdendo como levantar do banco que se está sentado para uma grávida ou idoso que não tenha lugar vago para sentarem, abrir a porta do edifício e esperar o vizinho que está se aproximando, dar "bom dia", perguntar "oi, tudo bem?" e esperar pra ouvir a resposta, olhar para as pessoas quando caminho na rua, entre outras pequenas coisas. Pra mim, não são pequenas. São mais grandiosas do que muita coisa que está sendo inventada por aí. Aliás, acho que precisamos reinventar a comunicação humana.
Comunicação não é somente através da fala, porque o nosso corpo também fala: as nossas mãos falam (quando se está nervoso, tentamos escondê-las pra escondermos nossa insegurança); os nossos olhos falam (pra que caminhar na rua, passando reto sem olhar para os lados, para as pessoas que cruzam o mesmo caminho que o seu?); todo o corpo fala de alguma forma. O contato de um ser humano a outro está se perdendo. Uma vez falei que talvez fosse culpa da tecnologia: computadores, amizades virtuais e superficiais... mas acho que a culpa é do homem mesmo. Tenta inventar tantas coisas e acaba esquecendo das mais naturais, que são vitais ao nosso viver. E a gentileza pode ser o caminho pra nos encontrarmos de novo e nos comunicarmos uns com os outros, com educação e respeito pelo outro. E quando alguém não agir com gentileza, não precisa dar o troco na mesma moeda. Mostre que tem educação e desarme quem não a tem. Se a pessoa apenas estiver em um dia ruim, vai se dar por conta na hora de que não o tratou da maneira como deveria. Dever? Talvez seja mesmo um dever. Caso o outro não conheça a Gentileza, simplesmente apresente: Gentileza, prazer!
A menina ficou parada, não sabia se juntava, se deixava tudo ali jogado... E todo mundo parado ao redor dela, sem reação. Imediatamente me ofereci para ajudá-la. E os olhos ao redor ligeiramente se viraram pra mim. Eu, sem me sentir envergonhada, já fui ajudando-a a colocar as coisas de volta ao seu lugar e a própria menina teve uma reação um tanto estranha comigo: não sabia se agradecia, se ficava desconfiada com o meu gesto de bondade ou se me deixava ali pra ficar com a vergonha dos olhares alheios só pra mim.
Educadamente entreguei as sacolas arrebentadas e ela, ainda meio sem jeito, me agradeceu. Quando saí da cena, parece que tinha perdido uns 5 quilos de tanto ser analisada. Aos poucos, as pessoas foram voltando as suas conversas e aos seus pensamentos. E eu, continuei andando como se nada tivesse acontecido. Não sei se me senti melhor por isso ou não. Talvez depois que passasse por ela, me arrependesse de não tê-la ajudado. Mas fiquei com aquela sensação de dever cumprido. Dever? Não sei se devia, mas o fato é que agi sem pensar mesmo, simplesmente sou assim: não consigo jogar lixo no chão, não consigo ver alguém tropeçando de cair duro e não ir lá ajudar. Coração mole, minha mãe diria. E tenho certeza que ela faria o mesmo. Ou seja, minha mãe me deu educação e fez com que eu agisse assim, bem obediente, sempre optando pelo bom senso.
Mas o que me impressionou foi a reação das pessoas com a minha atitude. Não pensei que causaria tanto impacto em meio aquele movimento todo de pessoas pra lá e pra cá. No final do ano passado, em um pequeno discurso em meio a uma apresentação da dupla que toco, eu disse que faltava gentileza nas pessoas. Aquelas pequenas coisas do dia a dia que foram se perdendo como levantar do banco que se está sentado para uma grávida ou idoso que não tenha lugar vago para sentarem, abrir a porta do edifício e esperar o vizinho que está se aproximando, dar "bom dia", perguntar "oi, tudo bem?" e esperar pra ouvir a resposta, olhar para as pessoas quando caminho na rua, entre outras pequenas coisas. Pra mim, não são pequenas. São mais grandiosas do que muita coisa que está sendo inventada por aí. Aliás, acho que precisamos reinventar a comunicação humana.
Comunicação não é somente através da fala, porque o nosso corpo também fala: as nossas mãos falam (quando se está nervoso, tentamos escondê-las pra escondermos nossa insegurança); os nossos olhos falam (pra que caminhar na rua, passando reto sem olhar para os lados, para as pessoas que cruzam o mesmo caminho que o seu?); todo o corpo fala de alguma forma. O contato de um ser humano a outro está se perdendo. Uma vez falei que talvez fosse culpa da tecnologia: computadores, amizades virtuais e superficiais... mas acho que a culpa é do homem mesmo. Tenta inventar tantas coisas e acaba esquecendo das mais naturais, que são vitais ao nosso viver. E a gentileza pode ser o caminho pra nos encontrarmos de novo e nos comunicarmos uns com os outros, com educação e respeito pelo outro. E quando alguém não agir com gentileza, não precisa dar o troco na mesma moeda. Mostre que tem educação e desarme quem não a tem. Se a pessoa apenas estiver em um dia ruim, vai se dar por conta na hora de que não o tratou da maneira como deveria. Dever? Talvez seja mesmo um dever. Caso o outro não conheça a Gentileza, simplesmente apresente: Gentileza, prazer!
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