Meu primeiro sintoma de stress é quando sinto aquela vontade de fugir, de estar em outro lugar longe de tudo e de todos. É normal do ser humano querer fugir da situação quando acontece algo que não estamos conseguindo lidar, quando sentimos que a situação está fugindo do nosso controle. Ao invés de solucionar, pronto, mais fácil, vamos viajar. Pra não ter que resolver, às vezes até se mudam de mala e cuia pra outro endereço.
Hoje em dia vejo muitos jovens (e quando falo isso já não me sinto mais tão jovem) não se demorando muito em relacionamentos e trabalho. Quando acham que aquilo não está mais lhe trazendo nenhum benefício, eles se desinteressam muito facilmente. No quesito relacionamentos, chega a ser decepcionante a forma como tratam o outro, como se ali na esquina já fossem achar outro sujeito mais interessante e que faça o que eles querem. No estudo, eles não tem paciência, querem ver resultados de imediato. Se fazem dieta, já querem emagrecer e atingir os objetivos logo no primeiro mês. No trabalho, logo já estão procurando outra coisa antes mesmo de se cansar do emprego.
Estamos sempre querendo mais. E não acho que isso seja ruim. O problema está quando aquilo que você tem ainda tem serventia pra você aprender e evoluir como pessoa. Mas só porque algum obstáculo apareceu, você nem tenta consertar. Logo substitui. Porque não renovar o que já se tem?
Fugir do que é difícil é muito fácil. Difícil mesmo é aguentar, esperar, analisar, tentar achar alguma solução que não seja abandonar. Covardia querer fugir antes que se surpreenda com o que pode acontecer no lugar que está.
Viajar às vezes é uma alternativa usada. Também não acho que seja errado. Faz bem uma viagem. Mas viaje não para fugir do problema. Viaje com a intenção de se conhecer melhor e de aproveitar a vida. Nunca para fugir de uma situação. Afinal, o sentimento viaja junto com a gente, onde quer que a gente esteja. Quando viajar, viaje em si mesmo primeiramente. Depois que o interior estiver todo descoberto, daí sim desbravar o exterior é uma ótima solução.
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quinta-feira, 21 de julho de 2016
Fuga
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Perfurando o tímpano e tirando os sisos
Este ano foi de reflexão total sobre minha vida e como eu andava agindo nos últimos tempos. Quando a gente fica parado muito tempo por algum motivo, a gente pensa mais. E eu que já penso demais na vida, ter que fazer férias forçadas duas vezes no mesmo ano me acarretou tempo de sobra pra refletir.
Nunca pensei que perfurar o tímpano e tirar os sisos me trouxessem coisas boas! Mas tenho que confessar, muita coisa mudou neste último ano. Fiquei mais focada, mais objetiva em alguns pontos. Antes fazia um monte de coisas ao mesmo tempo. Hoje em dia ainda faço. Mas desde que perfurei o tímpano não consigo mais ouvir conversas paralelas, por exemplo. Ouço apenas uma coisa de cada vez (acho que deve ser por isso que aquele programa da Fátima Bernardes me causa tanta agonia, é muito microfone ligado).
Agora que tirei os sisos tive de ficar de boca fechada por uns dias. Falar menos, ouvir mais. Estou me ouvindo mais, meditando, conversando comigo mesma. Estou mais em mim do que nunca estive. Mas eu sempre fui de refletir sobre a vida, até demais! O que mudou foi a forma de pensar. Mais leve, menos culpada, mais madura, mais positiva. Tenho mais conhecimento de mim, maior controle sobre meus pensamentos. E isso fez também com que meus sentimentos mudassem. Identifico antecipadamente alguns sintomas e já consigo trabalhar melhor minhas angústias.
Consegui até ver um lado bom em perfurar o tímpano e tirar os sisos. Quem diria, Dona Lívia! É bom a gente se surpreender consigo e superar nossos limites dia após dia. A gente sempre se redescobre e aprende a ver o lado positivo de qualquer fato na vida. Ou, pelo menos, amenizar alguns. Mas chega de acontecer imprevistos! Chega de férias inesperadas! Já tirei os dentes do juízo! O resto permanece mais ajuizado do que nunca!!
Nunca pensei que perfurar o tímpano e tirar os sisos me trouxessem coisas boas! Mas tenho que confessar, muita coisa mudou neste último ano. Fiquei mais focada, mais objetiva em alguns pontos. Antes fazia um monte de coisas ao mesmo tempo. Hoje em dia ainda faço. Mas desde que perfurei o tímpano não consigo mais ouvir conversas paralelas, por exemplo. Ouço apenas uma coisa de cada vez (acho que deve ser por isso que aquele programa da Fátima Bernardes me causa tanta agonia, é muito microfone ligado).
Agora que tirei os sisos tive de ficar de boca fechada por uns dias. Falar menos, ouvir mais. Estou me ouvindo mais, meditando, conversando comigo mesma. Estou mais em mim do que nunca estive. Mas eu sempre fui de refletir sobre a vida, até demais! O que mudou foi a forma de pensar. Mais leve, menos culpada, mais madura, mais positiva. Tenho mais conhecimento de mim, maior controle sobre meus pensamentos. E isso fez também com que meus sentimentos mudassem. Identifico antecipadamente alguns sintomas e já consigo trabalhar melhor minhas angústias.
Consegui até ver um lado bom em perfurar o tímpano e tirar os sisos. Quem diria, Dona Lívia! É bom a gente se surpreender consigo e superar nossos limites dia após dia. A gente sempre se redescobre e aprende a ver o lado positivo de qualquer fato na vida. Ou, pelo menos, amenizar alguns. Mas chega de acontecer imprevistos! Chega de férias inesperadas! Já tirei os dentes do juízo! O resto permanece mais ajuizado do que nunca!!
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domingo, 13 de outubro de 2013
Eu sou o que a criança de mim sonhou
Acho que muito da minha espontaneidade, que muitas pessoas dizem gostar em mim, vem dessa coisa de nunca deixar a criança que há dentro de mim morrer. Não está ligada a falta de responsabilidade ou imaturidade. Apenas consigo enxergar as coisas simples da vida de uma maneira muito natural, sem aqueles bloqueios que os adultos vão adquirindo com o tempo, enrijecendo a maneira de pensar com medo do que as outras pessoas vão pensar.
Tenho certeza que aquela criança que um dia eu fui, estaria orgulhosa do que me tornei. Claro que muitos dos sonhos que eu tinha não aconteceram exatamente como eu imaginei, mas outras coisas aconteceram e foram muito melhores do que qualquer coisa que passasse pela minha cabeça naquela época.
Passei por tantos momentos que tive aquela sensação de já ter me imaginado naquela mesma situação, e isso só me faz acreditar mais e mais nessa coisa de atrair coisas boas com pensamentos positivos. Tudo flui tão bem quando a gente está de coração aberto para o mundo e para o que ele tem para oferecer para a gente naquele exato momento.
A criança que eu fui ainda está aqui de alguma forma. Quando me olho no espelho ainda me vejo ali do mesmo jeitinho, me encarando frente a frente, me questionando o que ainda não fiz, me jogando na cara tudo aquilo que fico dando desculpas de não fazer por não ter tempo ou colocando a culpa em outra coisa (assim como os adultos adoram fazer quando não querem assumir mesmo sabendo que o único sujeito que pode fazer alguma coisa por você é você mesmo).
No fundo no fundo aquela "velha criança" está ali a todo momento, mas vai se transformando, se moldando. Ainda com os mesmos sonhos, as mesmas angústias, os mesmos sentimentos só que com outros nomes, com outras caras. Aquela criança envergonhada pode ter mudado sim, mas com certeza luta todos os dias quando está numa situação onde precisa se expor. Só tomou mais coragem, mais malandragem para lidar com aquilo que antes ela não entendia. A gente aprende a se conhecer, a se dominar. Toma as rédeas da própria vida e vai, segue.
Quando a gente é criança, quer porque quer crescer e poder fazer o que só os adultos podem fazer. Ter liberdade pra fazer o que quiser, sem pedir nada pra ninguém. E o que fazer com a independência que se conquistou? Nada se parece com aquela magia que se imaginava ser a vida adulta. Às vezes dá vontade de fugir pra infância. De ficar um pouco por lá, curtir um dia inteirinho pra brincar, pular, correr, se sujar, sem ter hora pra voltar pro trabalho, sem ter que se preocupar com mais nada a não ser viver aquele dia e deixar a juventude passar novamente só pra poder aproveitar de uma nova forma, sem pressa. Então, hoje é o dia pra ficar perto das crianças e poder resgatar um pouco dessa forma diferente de ver a vida e se contagiar com essa magia pelo menos por um dia. Vou ali fugir um pouco pra infância com minha afilhada, ganhar um colinho de mãe e amanhã eu volto pro trabalho.
Tenho certeza que aquela criança que um dia eu fui, estaria orgulhosa do que me tornei. Claro que muitos dos sonhos que eu tinha não aconteceram exatamente como eu imaginei, mas outras coisas aconteceram e foram muito melhores do que qualquer coisa que passasse pela minha cabeça naquela época.
Passei por tantos momentos que tive aquela sensação de já ter me imaginado naquela mesma situação, e isso só me faz acreditar mais e mais nessa coisa de atrair coisas boas com pensamentos positivos. Tudo flui tão bem quando a gente está de coração aberto para o mundo e para o que ele tem para oferecer para a gente naquele exato momento.
A criança que eu fui ainda está aqui de alguma forma. Quando me olho no espelho ainda me vejo ali do mesmo jeitinho, me encarando frente a frente, me questionando o que ainda não fiz, me jogando na cara tudo aquilo que fico dando desculpas de não fazer por não ter tempo ou colocando a culpa em outra coisa (assim como os adultos adoram fazer quando não querem assumir mesmo sabendo que o único sujeito que pode fazer alguma coisa por você é você mesmo).
No fundo no fundo aquela "velha criança" está ali a todo momento, mas vai se transformando, se moldando. Ainda com os mesmos sonhos, as mesmas angústias, os mesmos sentimentos só que com outros nomes, com outras caras. Aquela criança envergonhada pode ter mudado sim, mas com certeza luta todos os dias quando está numa situação onde precisa se expor. Só tomou mais coragem, mais malandragem para lidar com aquilo que antes ela não entendia. A gente aprende a se conhecer, a se dominar. Toma as rédeas da própria vida e vai, segue.
Quando a gente é criança, quer porque quer crescer e poder fazer o que só os adultos podem fazer. Ter liberdade pra fazer o que quiser, sem pedir nada pra ninguém. E o que fazer com a independência que se conquistou? Nada se parece com aquela magia que se imaginava ser a vida adulta. Às vezes dá vontade de fugir pra infância. De ficar um pouco por lá, curtir um dia inteirinho pra brincar, pular, correr, se sujar, sem ter hora pra voltar pro trabalho, sem ter que se preocupar com mais nada a não ser viver aquele dia e deixar a juventude passar novamente só pra poder aproveitar de uma nova forma, sem pressa. Então, hoje é o dia pra ficar perto das crianças e poder resgatar um pouco dessa forma diferente de ver a vida e se contagiar com essa magia pelo menos por um dia. Vou ali fugir um pouco pra infância com minha afilhada, ganhar um colinho de mãe e amanhã eu volto pro trabalho.
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Os meus "porquês"
Sempre fui daquelas pessoas que pensam demais. Observava atentamente tudo a minha volta desde pequena. E pensava. Pensava muito. Me questionava o porquê de cada coisa. E mesmo as pessoas achando as coisas já esclarecidas, lá estava eu questionando algum detalhe. Não por querer ser chata, mas porque aquilo me intrigava, me fazia pensar.
E assim continuei pensando. Mesmo a vida me dando várias certezas, eu fazia questão de achar as dúvidas. E por certas vezes, as dúvidas pareciam me procurar. Ou eu as atraía com o meu insistente pensar. Parece que quando acabassem-se as dúvidas, não haveria sentido algum em continuar.
Hoje vejo que prefiro viver na dúvida do que na certeza. É meu jeito de aceitar a vida, de enfrentar cada dia querendo descobrir mais de mim e do mundo. É isso que me faz querer continuar, faz querer viver mais e ir além do que acredito ser capaz.
Quando somos pequenos tudo é novidade, tudo é motivo pra perguntar o porquê, tudo é tão fascinante e instigante, que parece que não haverá tempo pra aprender tudo em uma vida só. Há sede em querer descobrir tudo, há um interesse em coisas tão simples. E com o tempo essas coisas se tornam insignificantes, tão óbvias que a gente começa a parar de se perguntar "Porque?".
Não quero deixar os porquês morrerem em mim. Quero saber, quero aprender, quero descobrir, quero viver. E viver sem saber se está realmente certo, se é realmente aquilo mesmo, é ainda mais envolvente. E quando eu achar que já descobri tudo, espero que o tudo vire um nada e eu recomece do zero pra encontrar um novo sentido pra viver. Porque sem saber, já achei o meu porquê. ;)
E assim continuei pensando. Mesmo a vida me dando várias certezas, eu fazia questão de achar as dúvidas. E por certas vezes, as dúvidas pareciam me procurar. Ou eu as atraía com o meu insistente pensar. Parece que quando acabassem-se as dúvidas, não haveria sentido algum em continuar.
Hoje vejo que prefiro viver na dúvida do que na certeza. É meu jeito de aceitar a vida, de enfrentar cada dia querendo descobrir mais de mim e do mundo. É isso que me faz querer continuar, faz querer viver mais e ir além do que acredito ser capaz.
Quando somos pequenos tudo é novidade, tudo é motivo pra perguntar o porquê, tudo é tão fascinante e instigante, que parece que não haverá tempo pra aprender tudo em uma vida só. Há sede em querer descobrir tudo, há um interesse em coisas tão simples. E com o tempo essas coisas se tornam insignificantes, tão óbvias que a gente começa a parar de se perguntar "Porque?".
Não quero deixar os porquês morrerem em mim. Quero saber, quero aprender, quero descobrir, quero viver. E viver sem saber se está realmente certo, se é realmente aquilo mesmo, é ainda mais envolvente. E quando eu achar que já descobri tudo, espero que o tudo vire um nada e eu recomece do zero pra encontrar um novo sentido pra viver. Porque sem saber, já achei o meu porquê. ;)
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sábado, 11 de maio de 2013
Descobrindo-se
Hoje resolvi me descobrir!
Cavocar uma Lívia que nem eu mesma conheço. Descobrir-se dessa máscara que a gente põe todos os dias pra esconder do mundo, e da gente mesmo, aquilo que no fundo nos faz ser quem somos. Descobrir-se de todos os rancores, de todas as angústias, de todas as ilusões, de tudo que não me acrescenta.
Uma semana foi o prazo que me dei. Uma semana para me entender, para cuidar de mim, para fazer algo por mim mesma. Para encontrar a felicidade dentro de mim, sem depender de nada nem ninguém. Apenas ser e estar feliz por saber quem eu sou.
Entender minhas limitações, minhas fraquezas, encarar-me no espelho e ser alguém melhor pra mim mesma. Descobrir lá dentro o que quero transmitir aqui fora. Trazer no olhar o que eu quero que volte pra mim como se existisse um espelho ao meu redor refletindo minhas atitudes e meus pensamentos.
Não quero responder minhas perguntas. Não espero que se acabem minhas dúvidas. Apenas quero estar preparada pra enfrentá-las como a Lívia que eu sempre quis ser.
É difícil se olhar no espelho e descobrir-se. Ver por trás desse corpo o que realmente constitui o meu ser. Difícil encarar meus medos sozinha. Mas é tão bom se permitir ficar sozinho e ouvir o seu coração, se conhecer a fundo e se amar. Não é egoísmo, é simplesmente entender que se você estiver em paz consigo mesmo o resto acontece, flui, e as coisas se resolvem bem mais fáceis. Os problemas não vão acabar. Mas você vai saber lidar com eles quando aparecerem.
"Não há lugar pada onde correr: as mudanças, quando precisam acontecer, sabem como nos encontrar" (Ana Jácomo). Exatamente assim. Não adianta fugir do problema. É preciso permanecer ali, enfrentá-lo e descobrir-se muito mais forte do que se imagina para superá-lo. Se a gente não encarar o problema de frente, empurrar com a barriga, deixar pra depois, não vai adiantar. Alguma coisa lá na frente vai acontecer e trazer à tona o mesmo problema. E quando menos esperar vai se encontrar novamente diante da mesma dúvida: E agora? Quer saber? Assuma o controle de si mesmo e resolva! Descubra-se!
"Não há lugar pada onde correr: as mudanças, quando precisam acontecer, sabem como nos encontrar" (Ana Jácomo). Exatamente assim. Não adianta fugir do problema. É preciso permanecer ali, enfrentá-lo e descobrir-se muito mais forte do que se imagina para superá-lo. Se a gente não encarar o problema de frente, empurrar com a barriga, deixar pra depois, não vai adiantar. Alguma coisa lá na frente vai acontecer e trazer à tona o mesmo problema. E quando menos esperar vai se encontrar novamente diante da mesma dúvida: E agora? Quer saber? Assuma o controle de si mesmo e resolva! Descubra-se!
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