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domingo, 15 de dezembro de 2019

Pérolas de Lívia

Esta postagem vai em homenagem aos meus amigos mais chegados que pediram pra eu juntar todas as pérolas que quem me conhece sabe, eu me supero. Essa postagem sempre vai estar sendo atualizada com novas pérolas!

Água e Óleo no posto = Pode dar uma olhada no alho e óleo pra mim? (o frentista achou q eu tava na Pizzaria)
Cogóte = Cangote (ah, é bem mais carinhoso! E descobri q em espanhol o meu jeito tá certo! Sou bilíngue e nem sabia! Hehe)
Janelas Vasculhantes = basculantes (de certo era pra vasculhar a vida dos vizinhos pela janela hahaha)
Lâmpada Dipróica = o certo é lâmpada Dicróica (até hoje fico na dúvida!)
Cabresco = o certo é Cabresto
Topoágua = toboágua (Pq tu sai do topo pra água, fazia sentido)
Espinica = pinica
Tem que dar com uma banana morta na cabeça = tem que dar com gato morto na cabeça (não tem explicação)
Jiu Jiksu = o certo é Jiu Jitsu
MMC = MMA (misturei ufc com MMA)
Muhatai = eu falo "murratai"
Codimentos = o certo é condimentos
Pára de botar pilha na fogueira = pôr lenha na fogueira (sim Pq botar pilha pode ser muito mais perigoso)
Encher o pandurro = encher o panduro (barriga, estômago), já vi pandulho também escrito.
Ir de camboio = o certo é ir de comboio
Óculos tipo "voador" = óculos modelo aviador
Salpicão = eu achei que fosse salsichão e pão (mas confesso que achei estranho quando li isso no menu de um casamento tri chique!)
Tirar o pé da forca = o certo é tirar o pai da forca (realmente quando me dei por conta da imagem de um pé enforcado não fazia muito sentido!)
Rosveta = o certo é roseta
Alga viva = com certeza, o certo é água viva
Lâmpada fluosflorescente (ela tem flúor pra clarear melhor o ambiente). Sim, eu fui procurar o certo: q
uando nos referimos a uma lâmpada, a palavra certa é fluorescente. Quando é uma coisa que brilha no escuro, o correto é fosforescente e florescente vem da palavra flor, de florescer.
Taturama = taturana (é quase um autorama de tatu hahaha)
Corpo-espinho = o certo é porco-espinho
Molumbento ou malumbento? = mulambento (nem um nem outro mas eu ainda não consigo mudar, nunca falo o correto)
Pão de vaca = mão de vaca + pão duro (na pressa misturei tudo)
Tumografia = tomografia (achei que vinha da palavra tumor)
Ukelele = o instrumento certo é ukulele (sem explicações)
Tirei uma seresta depois do almoço = sestiada
Binóquio = o certo é binóculo (primo do Pinóquio hehe)
Chuva lasqueada = termo gaucho correto é guasqueada!
Abre-te, César! = o certo seria "Abre-te, sésamo!" (mas pelo menos eu fui pesquisar e aprendi a história da expressão! hehe)

quinta-feira, 29 de março de 2018

Pensamento de gorda

Nunca fui das mais magrinhas. Aliás, acho que quando eu era "bem-bem pequena" talvez eu fui. Mas desde que me lembro fui 'cheinha' na barriga, o famoso triângulo invertido. Enfim, passei a adolescência, juventude e vida adulta até então brigando contra a balança. O efeito sanfona me adora. Sou realmente musical até nisso.

Nunca sofri um bullying específico por isso. Também nunca me senti das mais gostosas da sala ou do bairro. Mas confesso, sim, me incomoda. Principalmente quando vejo (e sinto) que as roupas que eu havia comprado na época da "vaca magra" (mas gorda no bolso) não servem mais. É triste, sim, muito triste. Porque me recuso, ardentemente, de ir lá e comprar novas roupas em tamanhos maiores. Quer pior frustração pra uma mulher? Chegar numa loja e ver que o número aumentou?

Mais triste é a depressão pré-biquíni. Nossa! Essa é pra matar! É pra deixar qualquer mulher sem comer durante duas semanas antes de ir à uma praia. As magras não sabem o que é isso. Mas o convite "Vamos pra praia?" ao mesmo tempo que alegra chega a causar um pânico por dentro ao mesmo tempo.

Enfim, dizem que a gente tem que se sentir bem consigo mesma. Que temos que ter amor próprio. Que a auto-estima vai muito além do corpo. Está na mente. Concordo! Existem mulheres mais cheinhas que se gostam e enchem a boca pra dizer que são felizes assim. E eu sinceramente acredito! O problema está quando mesmo a gente não sendo lá tão gorda, no pensamento é como se fosse. E é incontrolável. Está tão intrínseco na gente que quando se percebe já estamos naquela angústia ou arrependimento por ter comido algo além da conta.

Agora quando alguém que está ao nosso lado nos revela que nos acha gorda é o fim. Porque a gente até pode achar, mas nenhuma mulher quer que o seu par admita isso. Aliás, deveria ser uma lei vital entre todos os homens: Nunca, NUNCA mesmo, diga à sua mulher que ela está gorda. Ou pior, que você não a mais deseja por ela estar gorda. Isso é uma crueldade sim. É tortura mental. Pode virar um trauma fácil na cabeça de uma mulher que já tem a sua auto-estima não muito elevada.

Existem várias e várias formas de se falar uma mesma coisa. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas existe uma coisa chamada respeito. Respeito pelo que o outro sente. Amor. Porque o amor vai além de uma forma, vai além de uma fôrma. Se o corpo não alimenta o desejo, a alma o deveria fazer. Mas se quiser adequar o amor à uma fôrma, ele deixa de ser amor. Se é que um dia o foi.

A minha forma de amar está no caráter, no olho no olho, no sorriso, no arrepio, no sossego do abraço, e principalmente na forma como sou tratada. Isso é tudo! Tudo que o amor precisa! Tudo o que um gordo quer! Ser amado do jeito que se é. Sem ter que provar ou ser aprovado por ninguém. Pra isso já existe o espelho! Ele já é um baita teste de desaprovação. Ahhh, e minhas roupas, claro! Agora é questão de honra, elas voltarão a servir ou não me chamo Lívia.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Família Lima na frequência perfeita!

Acabei de chegar do show da Família Lima, que ocorreu no Parque Ambiental da Souza Cruz. Perfeito mesmo! Em questão do meu trabalho, cheguei atrasada, ainda antes do show, mas não consegui aqueeeele bom lugar que eu gostaria. Não me abalei!!! Sentei na última fileira com a mesma animação de quem estava na primeira. Apesar da chuva e do frio (tive que bater palmas em quase todas as músicas pra ver se espantava um pouco aquele vento geladooo), acompanhei o show do início ao fim.


Mas o show parece que demorou pra esquentar. Até a 4ª música eles não deram nenhum "oi" pra galera! Ah, sim, lembrei, no final da terceira eles gritaram "Boa noite, Santa Cruz!". Achei tão estranho até este momento, parecia que a gente não estava ali. Mas depois que o Lucas abriu a boca, o show realmente começou.


Me surpreenderam tocando covers de Legião Urbana (Pais e Filhos), Titãs (Aluga-se - já na parte do bis do show), e sim, da esposa e cunhado Sandy e Jr (Abri os olhos - que eu ainda prefiro mais a Sandy cantando esta música do que ele!). Teve direito a um murmuro da plateia quando ele comentou que a música era da sua esposa, seguidos de aplausos (até agora não entendi se o aplauso foi pra ele ou foi pra ela!).


Acho que um dos momentos ápices do show foi, com certeza, o passeio dos violinistas no meio do corredor da plateia. Mas a pobre e atrasada aqui não pôde ver eles de pertinho, porque eles não foram até o final do corredor. Outro momento marcante foi o primeiro bis com a canção "Céu, sol, sul, terra e cor", com direito a coral da plateia durante toda a música.


Mas como um programa de "Família" que se preze, tenho que enfatizar um ponto que foi essencial no show: volume na medida certa. Tanto que, no início, fiquei na dúvida se era um playback ou eles realmente estavam tocando ao vivo. Bem bem no começo do show, o Lucas tocou guitarra - com bastante distorção até - e minha mãe, que não curte isso, não me olhou com cara de quem estava sendo agredida por altos decibéis agulhando seus ouvidos. Outra coisa legal foi ver o violino do Lucas com som de guitarra. Foi um clássico bem moderno, na frequência certa. Afinal, estávamos num show de "Família", neste caso, Lima! :P

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Comunicar

Não importa que língua você fale
De onde você vem ou para onde você vai
Não importa de que jeito você fala
Com sotaque ou sem
Se você é alemão, chinês, árabe, italiano, inglês, espanhol, francês, grego, brasileiro ou japonês
Não importa quais as palavras que você diga
Você pode ser compreendido em qualquer lugar do planeta
Até mesmo se você não consegue falar (libras)
Ou não consegue ver o que há escrito em sua frente (braile)
Os seus olhos, o seu sorriso, as suas mãos
O seu corpo fala mais que qualquer palavra
E a voz acaba servindo apenas como um canal
Que reafirma o que seu corpo quer transmitir
Basta você estar aberto para receber as mensagens que há ao seu redor
Falar, comunicar, expressar, dizer,
Você é a soma de tudo o que vê, lê, ouve e sente
E em outro lugar do mundo, pode haver alguém igual a você
Que pensa da mesma maneira, mas fala diferente
Mas é só uma forma diferente de dizer a mesma coisa
No fundo, todos só querem dizer o que sentem


Texto produzido para o programa Unisc TV Arte do qual faço parte: