Nossa, estou em falta com este blog né?! Sim, culpa das férias. E da preguiça, concordo! Mas hoje vim aqui registrar uma coisa que tenho observado já faz algum tempo. Quando a gente possui um trabalho que está muito ligado a uma outra pessoa é como se realmente a gente fosse um casal. No meu caso, sim, é um casal. Mas mesmo se não fosse, as pessoas quando falassem comigo iriam continuar perguntando: "E vocês, fazendo muito show? Um abração pra vcs! Sucesso pra vcs!". Não tem como desligar a imagem das 2 pessoas senão quando estão juntas. É como dizer que o Lucas Lima casou com a Sandy e Jr. Praticamente igual.
É difícil separar o "nós" do "eu" em certos casos. Eu sempre achei que as pessoas mais me conheciam do que conheciam a dupla, mas de uns tempos pra cá, estou me sentindo muito Lívia e Dilson. Tá bom, um pouco mais Lívia do que Dilson, confesso. E assim como as pessoas tem a imagem da dupla, eu também a tenho. Hoje posso dizer que tanto eu quanto ele conseguimos separar o casal do trabalho, mas foi um processo um tanto quanto demorado. E há momentos que a gente sabe que nunca vamos poder separar isso. Uma coisa está ligada a outra. E o nosso corpo e cabeça são os mesmos. Se eu brigar com ele por causa de algo da dupla, quando chegar em casa ainda estaremos brigados. Mudar o corpo de lugar não mudará em nada.
Imagino que existam tantos outros casais que passam pela mesma situação. O bom é que nós temos muita afinidade e dificilmente brigamos. Em 4 anos e meio dá para contar nos dedos quantas brigas se passaram. E no palco nunca ouve nada de brigas. E sim, é maravilhoso trabalhar com quem se ama. De verdade. Eu sempre gostei de trabalhar com pessoas que eu admiro e ele sabe, sou a maior fã do guitarrista Dilson Trindade. Porque estamos juntos lutando por algo que os dois gostam e acreditam. É como se fosse nossa religião. E o pecado seria se não valorizássemos o que sabemos fazer de melhor.
Tenho certeza de que todo músico sonha em ter alguém que o apóie e vibre com suas pequenas conquistas. Aguente os finais de semana longe, aguente as "marias-palquinho", aguente toda a parte não-glaumurosa de um artista. Ele além de trabalhar comigo tem outras 2 bandas. Então, eu também acabo vivendo o outro lado, o de ser mulher de um músico e ter que me conformar com suas ausências. E quando estas acontecem, minhas amigas adoram aproveitar as datas de "solteirices" para sairmos e colocar os papos em dia - saídas permitidas pelo noivo, é claro.
E além de dividirmos o palco, ainda damos aulas na mesma escola de música. Portanto, praticamente 24 horas juntos. Amor por si só não bastaria. Tem que se ter afinidades, já diria minha mãe. E a música que nos uniu ainda trará muitas alegrias, tenho certeza. E o amor só nos completará ainda mais.
Memórias de uma cantora, mulher de um músico, apaixonada e feliz.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Entrevista para o Jornal Artis
Nossa, faz tempo que não escrevo no blog. Confesso que acabo não deixando tempo pra isso... mas enfim, hoje vou deixar aí postada a entrevista que a dupla da qual faço parte cedeu ao Jornal Artis (focado na cultura local) na edição de estréia.
O blog do jornal pra quem quiser lê-lo na íntegra é:
http://jornalartis.blogspot.com/
Abração galera!!
LÍVIA & DILSON - Um barzinho, um violão...
Santa Cruz do Sul, por razões óbvias, reflete a realidade de nosso país, e dentre os infindáveis problemas sociais que aqui também se reproduzem, em devidas proporções nossa cidade é extremamente rica culturalmente. Nosso cenário musical talvez seja o mais representativo dessa riqueza. Em nossos bares noturnos o talento faz a trilha sonora de nossos bate-papos e drinks.
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Lívia e Dílson estão cerca de dois anos na estrada e tem um repertório de mais de 300 músicas e um feeling que permite agradar o público, os donos dos bares e eles mesmos, como nos conta a dupla em entrevista para o Artis.
Como é a vida na noite? Cansativo? Dá pra aproveitar alguma coisa (além do prazer de tocar, é claro)?
Bom, o fato de você estar trabalhando em uma coisa que você realmente gosta, torna o cansaço um mero detalhe. Porque querendo ou não, a gente consegue descansar em outros horários, que é quando as pessoas normalmente estariam trabalhando. Mas enquanto uns estão se divertindo, nós estamos trabalhando, porque apesar de algumas pessoas não considerarem o bar como um trabalho, nós levamos isso à sério, encarando isso uma profissão como outra qualquer.
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Vocês têm composições próprias? Como o publico recepciona essas musicas?
Na verdade, quem compõe é a Lívia. O Dilson normalmente faz o que a Lívia manda - risos. Falando sério, o Dilson entra com a parte rítmica, dando várias dicas de harmonia e arranjos. Acho que nos completamos nesse sentido de o que um tem dificuldade o outro tem muito conhecimento. Mas os nossos estilos e influências são bem diferentes, o que por um lado atrapalha na hora de decidir alguma coisa, mas por outro lado ajuda a enriquecer o trabalho. Nos bares tocamos basicamente covers, nossa percepção sobre tocar isso em bares é que o público não as recebe muito bem, principalmente quando os músicos são daqui. Não sei se não acreditam muito que a música vai ser boa, não sabemos ao certo o porque. Mas por exemplo, se a gente está tocando em uma boate, o público está recebendo a gente bem, cantando junto, animado, aí de repente você pára e diz: "nós vamos tocar uma música nossa, do nosso CD..." parece que o público já dispersa, não presta atenção, não anima, não acredita. O porque realmente a gente não compreende. Talvez seja porque o publico está indo lá pra ver uma banda que toca covers, é diferente do que se fosse divulgado que a banda que estaria tocando naquele bar tocaria só músicas próprias. Acho que aí que está a grande diferença.
Como é o público de Santa Cruz e da região?
Há muita diferença de uma cidade pra outra. E quando tocamos em outras cidades a gente sente essa diferença. Porque lá, somos de fora. As pessoas não nos conhecem, mas por incrível que pareça, acreditam e valorizam mais do que em alguns bares aqui. Dificilmente as pessoas batem palmas no final das músicas, por exemplo. Mas isso depende muito do lugar e do público que está ali naquele momento. Aqui em Santa Cruz as pessoas já estão acostumadas a nos verem sempre nos mesmos lugares. Então já se tornou comum. Quando alguém vem conversar com a gente depois da apresentação, provavelmente a pessoa é de fora. É incrível, mas quase sempre são de fora. O que talvez esses públicos têm em comum é que não consideram isso como uma profissão. Consideram como diversão. Como um hobby. Já aconteceram casos em que a gente sabe que o cara fica intrigado com o músico porque ele não quer beber. Porque as pessoas têm essa visão de que todo músico é boêmio. Que vai para os bares, toca, bebe, e gosta da noite porque não quer trabalhar como uma pessoa normal. É difícil as pessoas considerarem a arte como uma profissão. E realmente quem é artista, seja lá qual for o seu tipo de arte, sente na pele esse preconceito, inclusive dentro da família. Porque arte não precisa de faculdade, não precisa de diploma pra exercer. Então, não é profissão. Isso não quer dizer que você não precise se dedicar, estudar, e treinar pra trabalhar como artista. As pessoas acham que é só você ter talento, ouvir a música uma vez e sair tocando, e não é bem assim. Pra isso existe ensaio, pra isso existe dedicação e não é só na hora de estar lá se apresentando em cima do palco. Isso é um trabalho feito no dia-a-dia como tudo o que você quiser fazer na vida. Se você quiser ter sucesso, isso é consequência de muito trabalho e talvez um pouco de sorte de você estar com as pessoas certas, no lugar e na hora certa.
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É possível viver de arte?
Depende de muitos fatores. Na música, que é o nosso caso, se você quer viver só sendo músico, a gente acredita que você tem que trabalhar nas várias "sub-áreas" desta arte. Por exemplo, no caso do Dilson, que realmente vive só de música, ele divide o tempo entre dar aulas na Academia de Música Evidências, toca com a Banda Voga, toca com a dupla Lívia e Dilson e ainda faz alguns trabalhos como gravar em estúdios como convidado de outras bandas e artistas. Ou a outra opção seria fazer como a Lívia que trabalha com a área de Comunicação Social e pretende atuar nas duas áreas simultaneamente. E como em todas as outras áreas sempre haverá concorrência, mas sempre terá espaço pra quem mostrar trabalho, dedicação e um pouco de sorte em conseguir aproveitar as oportunidades que aparecem em nosso caminho.
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Inspiração, ídolos, músicas preferidas...
Vamos ter que dividir! Nada em comum. risos... Dilson: Hard Rock, Heavy Metal e Rock and Roll dos anos 60, 70, 80. Guitarristas de Rock instrumental. Lívia: Pop, Pop Rock, Rhythm and Blues, Black Music, Soul, Axé, MPB. Cantoras de Pop Nacional e Internacional.
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Planos para o futuro?
No ano passado, gravamos um CD só de músicas covers, pra divulgar a dupla, de forma promocional. Pretendemos lançá-lo o quanto antes, acreditamos estar pronto mesmo no final deste mês. Além disso, pretendemos gravar um outro CD de músicas próprias e quem sabe, formar uma banda com o propósito de divulgar este CD e fazer shows pela região, de forma independente.
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PARA CONTRATAR A DUPLA:
(51)8138-1607 (c/ Lívia)
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