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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Fuga

Meu primeiro sintoma de stress é quando sinto aquela vontade de fugir, de estar em outro lugar longe de tudo e de todos. É normal do ser humano querer fugir da situação quando acontece algo que não estamos conseguindo lidar, quando sentimos que a situação está fugindo do nosso controle. Ao invés de solucionar, pronto, mais fácil, vamos viajar. Pra não ter que resolver, às vezes até se mudam de mala e cuia pra outro endereço.

Hoje em dia vejo muitos jovens (e quando falo isso já não me sinto mais tão jovem) não se demorando muito em relacionamentos e trabalho. Quando acham que aquilo não está mais lhe trazendo nenhum benefício, eles se desinteressam muito facilmente. No quesito relacionamentos, chega a ser decepcionante a forma como tratam o outro, como se ali na esquina já fossem achar outro sujeito mais interessante e que faça o que eles querem. No estudo, eles não tem paciência, querem ver resultados de imediato. Se fazem dieta, já querem emagrecer e atingir os objetivos logo no primeiro mês. No trabalho, logo já estão procurando outra coisa antes mesmo de se cansar do emprego. 

Estamos sempre querendo mais. E não acho que isso seja ruim. O problema está quando aquilo que você tem ainda tem serventia pra você aprender e evoluir como pessoa. Mas só porque algum obstáculo apareceu, você nem tenta consertar. Logo substitui. Porque não renovar o que já se tem?

Fugir do que é difícil é muito fácil. Difícil mesmo é aguentar, esperar, analisar, tentar achar alguma solução que não seja abandonar. Covardia querer fugir antes que se surpreenda com o que pode acontecer no lugar que está. 

Viajar às vezes é uma alternativa usada. Também não acho que seja errado. Faz bem uma viagem. Mas viaje não para fugir do problema. Viaje com a intenção de se conhecer melhor e de aproveitar a vida. Nunca para fugir de uma situação. Afinal, o sentimento viaja junto com a gente, onde quer que a gente esteja. Quando viajar, viaje em si mesmo primeiramente. Depois que o interior estiver todo descoberto, daí sim desbravar o exterior é uma ótima solução.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ciclo

Tentando entender a vida, desisti de viver.
Por isso, quanto mais vivo, menos entendo.
Quanto mais entendo, mais tempo gastei pensando do que vivendo.
Quando estou vivendo, me esqueço de pensar.
Quando penso, a vida perde a graça.
Quando me perco, acabo me encontrando.
Quando me encontro, a vida parece fazer mais sentido.
Quando sinto, acredito que realmente existo.
Quando acredito, as coisas fluem.
Quando fluem, me abro mais.
Quando me abro, voo longe.
Quando voo, algo me derruba.
Quando me derruba, me recolho.
Quando me recolho, a tristeza invade.
Quando me invado, a solidão transborda.
Quando transbordo, me acabo.
Quando acaba, me recomponho.
Quando se recompõe, a fé renasce.
Quando renasço, me recomeço.
Quando recomeça, me re-ciclo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Teoria das Reticências

Muita gente próxima a mim sempre vive me dizendo: lá vem a Lívia e suas teorias... Pois bem, resolvi expor uma delas aqui para todos... Hoje escolhi a teoria das reticências... Tudo começou quando minha mãe e uma amiga minha estavam aqui em casa lendo um texto escrito por mim há muito tempo e falaram que eu colocava muitas reticências até onde não necessitava... Nunca tinha percebido essa minha tendência às reticências... Você já percebeu algo estranho nesse primeiro trecho...? Vou ver até onde eu aguento com elas...

Depois que elas mencionaram essa minha mania, minha amiga disse: é porque tu sempre deixa reticências nas tuas relações também... tu nunca terminou uma relação por inteiro, sempre deixou algo no ar... E minha mãe, pra completar, concordou... Eu comecei a me observar... Realmente tinha algo de verdade naquilo que elas disseram... Hoje em dia já não me sinto com essa característica tão forte assim... Mas ainda continuo deixando muitas coisas no ar... Prefiro sempre deixar na dúvida, do que dar total certeza da minha intenção pra outra pessoa...

Sempre deixei inacabadas relações que não tiveram duração longa... Namoros eu sempre acabei 100%. Nenhum dos meus ex eu mantenho uma relação que fique algo no ar, sempre tudo muito às claras, sem deixas. Mas em compensação outros romances sempre ficaram em abertos... nunca um ponto final. Sempre vírgulas, "e se..." ou reticências...

Afinal, o mistério é o que faz a relação (qualquer relação) durar mais... Se eu mostrar tudo de uma vez só, que graça teria? É preciso sempre surprender o outro... e surpresa nada mais é do que ter sempre algo novo a ser mostrado... E quando achar que já mostrou tudo, saber reinventar o que já é conhecido... Haja criatividade nos relacionamentos...

Hoje em dia, até uso as reticências, porém me mantenho no mesmo texto, cultivando as palavras inesgotavelmente neste mesmo assunto, admirando as vírgulas, adiando um ponto final. Deste meu texto atual, aceito dois pontos, exclamo as alegrias, interrogo os obstáculos, volte e meia dou uns travessões, mas luto todos os dias para que o texto nunca acabe, só se reescreva.

terça-feira, 17 de março de 2015

A utilidade de ser inútil por um dia!

O que fazer num dia de folga? Eis aí uma coisa que eu tive que aprender a fazer. Depois de passar anos trabalhando direto, quando eu tinha uma folga era difícil me contentar em ficar sem fazer absolutamente nada. Me sentia meio inútil, com aquela sensação de "mas eu podia estar fazendo outra coisa nesse tempo ocioso". Que nada! Deveria de estar fazendo é nada mesmo. 

Quando se trabalha com o que era hobby, se confunde muito hora de folga com hora de trabalho. Demorei muito tempo pra perceber isso, mas como vivo da arte, percebi que ela não poderia viver de mim. Quando a minha paixão virou profissão, tive que impôr limites e organizar meus horários para que quando tivesse folga, fosse realmente uma folga de tudo, para desocupar a mente e descansar o corpo. 

Demorou, mas finalmente aprendi. Aprendi a ocupar a folga com outras coisas. Visitar amigos foi uma delas. Rever antigos colegas de trabalho. Trocar experiências, saber o que fizeram de suas vidas depois que perdemos o contato, nos ajuda a entender e refletir um pouco mais sobre o caminho que trilhamos depois dessa separação. Nos conhecemos melhor a nós mesmos ao reconhecer o outro.

Hoje tirei o dia pra reencontrar pessoas que fizeram parte da minha vida. Visitei uma amiga que teve filho, conversei com uma amiga que pensa em ficar grávida, outra que está pensando em se separar. Depois dei um pulo na universidade pra jantar com o namorado, e aproveitei pra rever ex-professores e ex-colegas de trabalho. O dia foi tão produtivo quanto se fosse trabalhado. Me senti útil mesmo não trabalhando. 

Porque nos sentimos útil só quando recebemos algo em troca? Ajudar um amigo faz muito mais diferença do que trabalhar um dia inteiro pra se sentir fazendo alguma coisa. Não digo que precisa-se tirar um dia inteiro pra fazer nada, mas ter pequenos espaços dentro de nossos dias para fazermos "nada" faz com que aprendemos muito mais do que se estivéssemos estudando a finco para ser alguém. 

Algumas pessoas me perguntaram hoje "porque não terminou a segunda graduação? faltou tão pouco!". Eu me pergunto "que diferença faria?". O que eu aprendi na faculdade me ajudou e me ajuda muito, mas quando vi que aquilo não me acrescentava mais, não adiantaria ir até o final. Não desisti por falta de persistência. Desisti por opção, por uma escolha que fiz pra minha vida, e sabia de todas as consequências que aquela decisão me traria. 

Hoje ao rever pessoas do passado, revi os meus últimos anos em minutos ali conversando. Percebi que a vida vai nos levando por caminhos que a gente mesmo escolheu sem saber. As circunstâncias nos levam a fazer coisas que nunca imaginamos. Mas quando olhamos pra trás percebemos que no fundo é exatamente o que queríamos. Nem sempre o que buscamos é o melhor. Mas a vida se encarrega de nos mostrar que tudo o que vivemos de alguma forma a gente buscou, atraiu para a nossa vida. Afinal de que serve o livre arbítrio se não nos mostrar que somos feitos das escolhas que fizemos, mas de consequências que nem sempre é o que esperávamos. A gente escolhe o caminho, mas o que virá depois não podemos controlar.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Suicídio

Todas as vezes que alguém comete um suicídio eu fico meio pensativa. Fico refletindo sobre a vida, sobre as pessoas, fico só observando a vida meio de longe o dia todo.

A vida é passageira ou a gente é passageiro dela?  Pessoas que tiram a sua própria vida é como se estivessem vendo a vida passar ali da janela do ônibus só esperando a próxima parada pra descer, antes mesmo de chegar no seu destino final. Loucos pra acabar logo com essa viagem, ao invés de apreciar a paisagem, saborear cada quilômetro que se roda. Têm alguns quilômetros que parecem que não vão passar nunca. Mas têm outros que dá vontade de pedir para o motorista voltar só pra gente passar mais uma vez por ali. Talvez mudando de poltrona pra ver de um ângulo diferente a mesma coisa.

Desistir de tudo assim tão fácil? As pessoas que tentam fugir do problema viajando eu até entendo, mas viajar dessa pra "melhor" é difícil de aceitar. Às vezes penso: eu nunca teria coragem. Mas seria coragem ou fraqueza? Porque coragem seria se a pessoa enfrentasse seja lá qual for a situação que estivesse passando.

Vejo tantas pessoas desistindo. Todos os dias tem alguém saltando do ônibus. Larga do trabalho no primeiro obstáculo que aparece, desiste do namoro na primeira briga, desiste de um curso na primeira falha que cometer. Tem aqueles que ficam pulando de poltrona em poltrona porque colocam defeito em todas, seja o chefe, o namorado, o emprego, um instrumento musical, ou até um carro. Estão sempre insatisfeitas. Nada compensa, porque não conseguem ver algo de bom naquilo que incomoda. E ao não saberem lidar com a situação, preferem pular fora, partem pra outra.

Sempre achei que o tipo de pessoas que faziam isso era o mesmo. Mas tenho me surpreendido. As pessoas ultimamente estão tão preocupadas em passar para os outros que estão bem, que quando menos se espera alguém que você nunca desconfiaria que sofre de depressão comete suicídio sem deixar vestígios do porquê, sem ter nenhum motivo aparente nem para os mais íntimos. Fico pensando se é coisa de um momento, de uma fase, ou se isso já vem de tempo, se a pessoa já tem propensão a fazer este tipo de coisa.

Desde que comecei a trabalhar com crianças vejo que esta insatisfação já começa cedo a se pronunciar. Elas mal iniciam algo e já desistem por qualquer problema que houver. E são difíceis de negociar. Não têm foco, não têm persistência. Se tivessem que criar algo como um Titanic, não sairia do papel ou afundaria antes mesmo de sair em alto mar. Não consigo imaginá-los alçando altos vôos. Como imaginá-los em uma viagem longa, se os vejo escolhendo o livro pelo número de páginas? O que será no futuro? Fico ali observando e imaginando-os como serão como adultos. Frustrados, no mínimo, não terminaram nada. Ou nem começaram. Vejo-os tão sem iniciativa. Muito raro quando alguma ideia parte deles. Só consigo os ver partindo da ideia, fugindo de criar algo com suas próprias mãos.

Fico pensando, somos nós que podamos essas crianças? Somos nós que não estamos sabendo valorizar o que eles têm de melhor? Estamos levando eles ao suicídio de sua própria personalidade? Gostaria que a viagem terminasse diferente. E que todos chegassem ao final tendo apreciado o caminho que percorreram. Que não quisessem desistir, que tentassem ao menos arriscar indo um pouco mais além. Por mais difícil que esteja o tempo, seguissem a viagem tranquilos de que qualquer tempestade não perdurará. E que o sol que virá no dia seguinte os fizesse querer estar ali ainda, nessa viagem que a gente nunca sabe a hora que acaba. Que comprem uma nova passagem, mas sigam em frente. #partiu #aproveitaravida

sábado, 3 de janeiro de 2015

Complete-se!

Vivemos esperando aquele alguém perfeito, do jeito que a gente sempre sonhou. Mas não conseguimos enxergar certas vezes aquele alguém que é perfeito para o que a gente precisa. Ninguém cruza nosso caminho por acaso, nisso eu acredito. Para cada momento, há pessoas que a gente precisa conviver, mesmo às vezes não gostando muito, não aprovando certas atitudes do outro. Mas precisamos passar por aquela experiência, com alguém daquela personalidade para aprendermos com nós mesmos. Às vezes não nos encaixamos porque somos muito iguais, outras por sermos muito diferentes. Mas a verdade é que cada um tem aquilo que precisa para ser alguém melhor.

Tenho muitas amigas que vivem escolhendo rapazes e estão sempre sozinhas. Não que tenha que sair namorando qualquer um. Mas são exigentes demais. Nada é bom o bastante. Enxergam mais os defeitos do rapaz do que o que ele realmente tem de bom. Enxergam mais a aparência, do que o que há por dentro. Mais a beleza do que o próprio caráter. Não digo que vão morrer sozinhas. Mas enquanto verem o futuro só através de uma outra pessoa em suas vidas, não evoluirão. 

Precisamos ser alguém melhor pra conquistar alguém melhor. Se quer alguém perfeito, primeiro seja perfeito para si mesmo. Procure evoluir, procure melhorar como pessoa. Não pelas outras pessoas, não apenas para conviver melhor, mas por você mesmo. Quando se muda não é pra agradar aos outros, mas a si próprio. A gente se sente melhor quando consegue fazer as outras pessoas ao nosso redor melhores também. 

Eu diria que essas pessoas que só procuram, não se acham, não se encontraram. Por isso procuram o que falta, porque não se sentem completas. Mas o que falta na gente não virá apenas de uma outra pessoa, mas sim da experiência que você tiver com as outras pessoas a sua volta. É tudo compartilhado. Você se alimenta daquilo que você transmite. Por isso para 2015 eu desejo que você se ache. Não procure fora! Se encontre dentro! Se complete por dentro para depois encontrar algo que o agregue lá fora. É o que eu desejo pra mim, é o que eu desejo pra todo mundo. Feliz ano novo!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Perfurando o tímpano e tirando os sisos

Este ano foi de reflexão total sobre minha vida e como eu andava agindo nos últimos tempos. Quando a gente fica parado muito tempo por algum motivo, a gente pensa mais. E eu que já penso demais na vida, ter que fazer férias forçadas duas vezes no mesmo ano me acarretou tempo de sobra pra refletir. 

Nunca pensei que perfurar o tímpano e tirar os sisos me trouxessem coisas boas! Mas tenho que confessar, muita coisa mudou neste último ano. Fiquei mais focada, mais objetiva em alguns pontos. Antes fazia um monte de coisas ao mesmo tempo. Hoje em dia ainda faço. Mas desde que perfurei o tímpano não consigo mais ouvir conversas paralelas, por exemplo. Ouço apenas uma coisa de cada vez (acho que deve ser por isso que aquele programa da Fátima Bernardes me causa tanta agonia, é muito microfone ligado).

Agora que tirei os sisos tive de ficar de boca fechada por uns dias. Falar menos, ouvir mais. Estou me ouvindo mais, meditando, conversando comigo mesma. Estou mais em mim do que nunca estive. Mas eu sempre fui de refletir sobre a vida, até demais! O que mudou foi a forma de pensar. Mais leve, menos culpada, mais madura, mais positiva. Tenho mais conhecimento de mim, maior controle sobre meus pensamentos. E isso fez também com que meus sentimentos mudassem. Identifico antecipadamente alguns sintomas e já consigo trabalhar melhor minhas angústias. 

Consegui até ver um lado bom em perfurar o tímpano e tirar os sisos. Quem diria, Dona Lívia! É bom a gente se surpreender consigo e superar nossos limites dia após dia. A gente sempre se redescobre e aprende a ver o lado positivo de qualquer fato na vida. Ou, pelo menos, amenizar alguns. Mas chega de acontecer imprevistos! Chega de férias inesperadas! Já tirei os dentes do juízo! O resto permanece mais ajuizado do que nunca!!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Os meus "porquês"

Sempre fui daquelas pessoas que pensam demais. Observava atentamente tudo a minha volta desde pequena. E pensava. Pensava muito. Me questionava o porquê de cada coisa. E mesmo as pessoas achando as coisas já esclarecidas, lá estava eu questionando algum detalhe. Não por querer ser chata, mas porque aquilo me intrigava, me fazia pensar.

E assim continuei pensando. Mesmo a vida me dando várias certezas, eu fazia questão de achar as dúvidas. E por certas vezes, as dúvidas pareciam me procurar. Ou eu as atraía com o meu insistente pensar. Parece que quando acabassem-se as dúvidas, não haveria sentido algum em continuar. 

Hoje vejo que prefiro viver na dúvida do que na certeza. É meu jeito de aceitar a vida, de enfrentar cada dia querendo descobrir mais de mim e do mundo. É isso que me faz querer continuar, faz querer viver mais e ir além do que acredito ser capaz.

Quando somos pequenos tudo é novidade, tudo é motivo pra perguntar o porquê, tudo é tão fascinante e instigante, que parece que não haverá tempo pra aprender tudo em uma vida só. Há sede em querer descobrir tudo, há um interesse em coisas tão simples. E com o tempo essas coisas se tornam insignificantes, tão óbvias que a gente começa a parar de se perguntar "Porque?". 

Não quero deixar os porquês morrerem em mim. Quero saber, quero aprender, quero descobrir, quero viver. E viver sem saber se está realmente certo, se é realmente aquilo mesmo, é ainda mais envolvente. E quando eu achar que já descobri tudo, espero que o tudo vire um nada e eu recomece do zero pra encontrar um novo sentido pra viver. Porque sem saber, já achei o meu porquê. ;)

sábado, 11 de maio de 2013

Descobrindo-se

Hoje resolvi me descobrir!


Cavocar uma Lívia que nem eu mesma conheço. Descobrir-se dessa máscara que a gente põe todos os dias pra esconder do mundo, e da gente mesmo, aquilo que no fundo nos faz ser quem somos. Descobrir-se de todos os rancores, de todas as angústias, de todas as ilusões, de tudo que não me acrescenta.  

Uma semana foi o prazo que me dei. Uma semana para me entender, para cuidar de mim, para fazer algo por mim mesma. Para encontrar a felicidade dentro de mim, sem depender de nada nem ninguém. Apenas ser e estar feliz por saber quem eu sou. 

Entender minhas limitações, minhas fraquezas, encarar-me no espelho e ser alguém melhor pra mim mesma. Descobrir lá dentro o que quero transmitir aqui fora. Trazer no olhar o que eu quero que volte pra mim como se existisse um espelho ao meu redor refletindo minhas atitudes e meus pensamentos.

Não quero responder minhas perguntas. Não espero que se acabem minhas dúvidas. Apenas quero estar preparada pra enfrentá-las como a Lívia que eu sempre quis ser.

É difícil se olhar no espelho e descobrir-se. Ver por trás desse corpo o que realmente constitui o meu ser. Difícil encarar meus medos sozinha. Mas é tão bom se permitir ficar sozinho e ouvir o seu coração, se conhecer a fundo e se amar. Não é egoísmo, é simplesmente entender que se você estiver em paz consigo mesmo o resto acontece, flui, e as coisas se resolvem bem mais fáceis. Os problemas não vão acabar. Mas você vai saber lidar com eles quando aparecerem. 

"Não há lugar pada onde correr: as mudanças, quando precisam acontecer, sabem como nos encontrar" (Ana Jácomo). Exatamente assim. Não adianta fugir do problema. É preciso permanecer ali, enfrentá-lo e descobrir-se muito mais forte do que se imagina para superá-lo. Se a gente não encarar o problema de frente, empurrar com a barriga, deixar pra depois, não vai adiantar. Alguma coisa lá na frente vai acontecer e trazer à tona o mesmo problema. E quando menos esperar vai se encontrar novamente diante da mesma dúvida: E agora? Quer saber? Assuma o controle de si mesmo e resolva! Descubra-se!

domingo, 26 de agosto de 2012

Um novo ciclo se inicia!

Mais um ciclo se fecha, outro se inicia! Esta semana será de despedidas, de nostalgia, de planejamentos, de um adeus e de um novo recomeço.

Há dois anos atrás eu estava entrando na Evidências como professora. Era um novo desafio, que eu abracei de coração aberto, e dediquei boa parte do meu tempo ao ato de ensinar. Foram apenas dois anos, mas muitos alunos passaram por mim, alguns ficaram desde o primeiro dia até hoje, outros fizeram um tempo e seguiram seu caminho.

Agora eu também seguirei o meu, recomeçando com muita coragem e com a certeza de que cumpri bem o meu papel. Sigo em paz, de alma limpa, pronta pra uma nova etapa na qual eu precisarei de muita força e ânimo pra caminhar com minhas próprias pernas.

Me divido entre a tristeza de deixar o convívio com pessoas queridas que estiveram ao meu lado nesses dois anos, e com a alegria de poder começar do zero mesmo com aquele receio normal que a gente sente em qualquer momento que desconhecemos o que será do futuro ali adiante.

Compartilho essa notícia com meus amigos, principalmente aqueles que me deram muito apoio quando tomei a decisão de sair do meu atual emprego. São esses amigos que confiam no meu trabalho e em mim como pessoa que devo minha eterna gratidão e carinho!!

Há quase dois anos atrás, quando saí da Unisc TV, senti a mesma coisa. Uma sensação de estar perdendo o lugar, de saber que todos somos substituíveis e um receio de não saber se estava fazendo a coisa certa. E de qualquer maneira, naquela época, deu certo. Foquei minha vida na música, depois veio a dança e vi as coisas fluírem mais quando decidi dedicar minha vida à arte que é o que realmente movia meu coração.

Se voltarei pra comunicação, se continuarei dando aula, se ficarei só tocando, não sei. Pela primeira vez, estou me permitindo estar aberta para o que a vida me reserva. E ela sempre me mostrou que não adiantava o quanto eu planejasse, ela sempre me levava para um outro caminho que eu nem imaginava percorrer.

As águas correm numa direção e não adianta a gente ir contra a maré. O importante é saber levar tudo de bom que cada momento da nossa vida nos proporciona.
Levo essa experiência no meu coração. E abro hoje um novo ciclo em minha vida.
Que os bons ventos da primavera tragam o que a vida me reserva. ;)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A escolha é sua

Problemas de personalidade são como um resfriado: se você não cura direito, ele sempre volta. Às vezes só muda de lugar.
Eu sempre disse que haviam pessoas que conseguiam tirar o que há de melhor em nós e outras que tinham o poder de fazer a gente revelar nossos piores defeitos e pontos fracos. Hoje, pensando bem, vejo que na verdade, independente da pessoa, vai acontecer as duas coisas. Porque uma hora ou outra vai aparecer alguma característica, seja boa ou ruim, num relacionamento - seja ele qual for.
Na verdade, a gente não muda. A gente apenas faz adormecer certos comportamentos que no decorrer da vida voltam a aparecer caso você não tenha tratado ele como deveria. Quando a gente acha que se libertou de certos movimentos, vem a vida e te coloca numa situação onde você tem que enfrentar sua personalidade e colocá-la a prova de uma mudança definitiva ou não.

Porque a gente sempre tem duas opções. A gente sempre pode escolher um caminho. Basta saber se está disposto a mudar realmente. E não por alguém. Tem que ser por você mesmo. Por acreditar que mudando aquele ponto você vai se tornar uma pessoa melhor pra você. O resto a gente acaba conquistando.

Se a gente estiver de bem consigo mesmo, tudo ao nosso redor conspira a nosso favor. As pessoas, as circunstãncias. Tudo. É incrível como tudo flui quando a gente acorda de bom humor, de bem com a vida, de bem com a gente.

Às vezes a gente pode achar que as pessoas é que são culpadas por a gente se irritar com algo. Mas o problema está em nós. A outra pessoa só dá um empurrãozinho, só faz com que reacenda o que já estava ali.
Porque só depende de você mesmo mudar. De você reagir. Ninguém muda ninguém, ninguém consegue entrar no seu pensamento e fazer você ficar mal. Só você tem a capacidade de fazer isso. Se você estiver mal e aberto ao que os outros te fazem, tudo parecerá errado. Se você estiver bem, não importa quem tente interferir na sua vida, não irá conseguir.

A dimensão de um problema ou de uma pessoa é a gente quem faz. Se você disser que esse problema é passageiro e que consegue encará-lo, vai passar. Vai conseguir. Se tiver que conviver algumas horas com alguém que você não gosta e acabar ficando de mau humor o resto do dia por esse motivo, só vai irritar você. A outra pessoa não vai mudar por sua causa e talvez nem vai se deixar influenciar pelo seu comportamento. E o resto do mundo não tem culpa e nem tem obrigação de te aguentar.

Então, acorde, se olhe no espelho e sorria. Porque você sempre tem duas opções. Ou acorda de bem com o que está vendo e sentindo, ou deixa pra amanhã.... mas um dia você vai ter que resolver.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

minhavida.com

Eu queria que existisse um HD externo pro meu cérebro. Daí eu poderia armazenar algumas informações ali que me seriam utéis só em alguns momentos, e quando eu realmente precisasse, eu conectasse ele, pegasse as informações e depois apagasse da minha memória interna.

Deletar arquivos do meu coração, que insistem em aparecer guardados em e-mails antigos que eu nem uso mais e salvar momentos novos que eu, se pudesse, daria um CTRL Z tantas fossem as vezes que eu quisesse relembrar.

Queria dar um CTRL N pra abrir uma nova página na minha vida. Escrever um novo documento do qual eu só gravaria o que realmente valesse a pena ser guardado.

Queria poder acionar o F1 e chamar alguém pra me ajudar quando eu não soubesse o que fazer da vida. Quando precisasse saber se o caminho que eu estou percorrendo é o mais certo. Saber quais links eu posso entrar, pra encontrar o que eu realmente procuro. E se fosse difícil encontrar, que existisse então um Google dentro de meu corpo e da minha alma que soubesse tudo o que eu desejo e me mostrasse assim de bandeja, na cara. E em poucos segundos.

Queria um Flickr só de pessoas que cruzaram o meu caminho e me fizeram bem. Onde eu pudesse ver seus rostos e me lembrar de cada momento que passei junto delas.

Queria um Twitter que falasse todos os pensamentos daquelas pessoas que eu morro de curiosidade por saber o que realmente estão pensando. O que estão sentindo, de verdade.

Saber decifrar cada código HTML de homens e mulheres, colocar eles todos dentro de um chat e fazer um tutorial de como lidar com o sexo oposto.

Queria que o amor permanecesse e quando algum novo vírus da paixão viesse atacar, pudesse ser colocado em quarentena pra quando eu puder viver essa paixão.

Gostaria de primeiro visualizar o que eu vou passar e fazer pra ver se dá certo, pra depois confirmar se vou fazer ou não. Muitas pessoas precisam visualizar suas atitudes antes de publicar seus erros.

Poderia também fazer umas limpezas de discos, pra ver se aumento a velocidade e desempenho dessa máquina humana. E quando meus joelhos já não forem mais os mesmos (e já não são) poder substituí-los por um arquivo mais novo e atualizado, sem dados do histórico.

Eu queria uns modelos já prontos de respostas que eu pudesse dar, na ponta da língua, quando me faltam as palavras e eu não sei o que dizer. E só descubro o que poderia ter dito um dia depois.

Gostaria de mudar de tema, me olhar no espelho e mudar o meu design, configurar as partes feias, recortar as partes que estão sobrando.

Dar um CTRL C em tudo que há de bonito nas outras pessoas: educação, gentileza, respeito e dar um CTRL V  nas outras pessoas que ainda não aprenderam o valor da vida.

Talvez pudéssemos justificar os discursos, alinhar os salários para margens mais ou menos parelhas, alterar estilos sem critérios de espaçamento entre as raças.

Dar um CTRL A e selecionar todos os meus melhores amigos pra fazer aquela festa, sem ninguém faltar.

Queria que as chamadas de vídeo do MSN também funcionassem lá no céu e eu pudesse falar, sem medo, com quem já se foi. Saber o que eles gostariam de ter falado e não tiveram tempo de fazer.

E às vezes gostaria de dar um reiniciar, um reset em toda minha vida, mas sei que faria tudo outra vez, e os erros seriam praticamente os mesmos. Talvez não na mesma ordem, talvez não com as mesmas pessoas. Mudaria apenas de endereço. Mas o assunto dos sites, continuaria o mesmo.

Ah, e gostaria realmente que o CTRL S salvasse tudo e a todos, porque Deus pode estar muito ocupado e precisando de ajudantes.